Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de outubro de 2016
O desemprego no Brasil deve continuar batendo recordes nos próximos meses com ajustes nos setores de serviços e comércio, que foram os últimos a desligar trabalhadores e devem ser os primeiros a contratar novamente.
A indústria, que começou a demitir antes dos demais segmentos, deve passar por uma estabilização no fim deste ano, enquanto na construção a recuperação efetiva só deve acontecer a partir de 2018, dizem especialistas. As análises foram feitas a partir de sondagens que medem a proporção de empresas que preveem aumento menos diminuição no quadro de pessoal nos próximos três meses.
O melhor cenário de recuperação é estimado para o comércio, que, apesar de ter começado a demitir em 2015, contará com a melhora das condições de crédito quando o Banco Central passar a cortar juros, o que deve acontecer ainda neste ano, afirma Aloísio Campelo, economista do Ibre/FGV (Fundação Getulio Vargas). “No comércio de bens duráveis, como eletrodomésticos, a recuperação deve vir no primeiro trimestre. Em não duráveis [alimentos], vai depender da entrada da massa salarial”, afirmou.
Em serviços, as demissões devem continuar acontecendo no último trimestre, mas melhoram no início de 2017. Na indústria, a tendência é de estabilização das demissões. “Como o setor já fez um ajuste muito forte, está mais enxuto e mais preparado para encarar em termos de produtividade uma recuperação da economia. Eu não diria que vai continuar demitindo, mas que vai contratar muito pouco”, destacou Campelo. (Folhapress)
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