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Mundo Menino de 13 anos se associa à Microsoft

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Shubham desenvolveu a Braigo Labs em 2014. Foto: (AP)

Uma das maiores empresas de tecnologia decidiu apoiar um dos mais jovens empreendedores da área. A Microsoft fechou uma parceria com Shubham Banerjee para ajudar o adolescente a construir a próxima geração de sua impressora de braile no sistema operacional Windows, uma melhoria tecnológica significativa com base no conjunto de peças Lego usado para construir o protótipo no fim de 2013.

A Microsoft recentemente anunciou que a versão 2.0 da invenção de Shubham, uma impressora de braile mais leve e barata batizada de Braigo, seria desenvolvida e introduzida no mercado usando Windows e o tablet da empresa, Surface Pro 3. A parceria dá a Shubham, o mais jovem empreendedor a conseguir investimento de uma empresa de capital de risco, uma projeção ainda maior na medida em que ele – e seus pais – trabalham para expandir a empresa iniciada na mesa da cozinha da família.

Shubham, de 13 anos, já tem uma relação próxima com a Intel. O braço de capital de risco da fabricante de chips foi responsável pelo primeiro investimento no seu projeto – embora tenha se recusado a revelar o valor – e a impressora de braile inclui software que o jovem criou usando o novo chip Edison, da Intel. O pai de Shubham, Neil Banerjee, trabalha para a Intel. Shubham desenvolveu a Braigo Labs em 2014 com o objetivo de criar uma impressora de braile mais barata e acessível. Após acompanhar a trajetória de um amigo da família com deficiência visual que cursava pós-graduação, questionou os pais como pessoas cegas leem. Eles sugeriram que procurasse a resposta no Google.

Na pesquisa o garoto descobriu que há pelo menos 35 milhões de pessoas com problemas de visão no mundo e que a maioria (90%) vive em países pobres. Shubham ficou chocado quando descobriu que impressoras de braile eram máquinas grandes e pesadas que custavam em médias milhares de dólares. Shubham usou um kit Lego Mindstorm, equipado com um miniprocessador para permitir a construção de um robô, que custa 350 dólares, motores elétricos e sensores. “Eu amo Lego desde que eu tinha 2 anos de idade”, disse o garoto quando esteve na Campus Party, no Brasil, no começo deste ano. “Meu objetivo era construir o hardware da impressora e deixar o design aberto para outras pessoas criarem.” Desde então, a Braigo Labs se transformou de um projeto de feira de ciências feito de Legos em uma startup de alta tecnologia de administração familiar com 10 funcionários.

A mãe Malini Banerjee é a presidente e CEO e o pai Neil está no conselho diretor, ao mesmo tempo em que trabalha para Shubham como relações públicas, motorista e acompanhante em eventos, entrevistas e reuniões de negócios da Braigo. Shubham tem seu próprio site e, entre uma partida de futebol com garotos da vizinhança e outra, discursa em eventos e conversa com jornalistas. Ele chegou a expor sua impressora em um evento na Casa Branca, em Washington, com a presença do presidente norte-americano Barack Obama. A primeira Braigo custou 350 dólares. Shubham, que mora em Santa Clara, na Califórnia, disponibilizou instruções de como montá-la na internet para quem quisesse fazer a sua. A versão subsequente desenvolvida no Windows tem sido chamada a primeira impressora de braile leve, silenciosa, de baixo custo e compatível com a internet das coisas. A previsão é de que a nova impressora seja lançada em novembro. (AE)

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