Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de julho de 2015
A idade chega, o vigor não é mais o mesmo e o desejo sexual diminui. As três características até parecem fazer parte do ciclo natural da vida, mas são sinais da andropausa – a “menopausa” masculina – que atinge um em cada dez homens após os 45 anos.
Uma pesquisa da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), em parceria com a indústria farmacêutica Bayer, revelou que de 3,2 mil homens entrevistados com mais de 35 anos, em oito cidades brasileiras – Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) , Recife (PE) e Curitiba (PR) –, 57% nunca ouviram falar de andropausa ou hipogonadismo e 71% sequer conhecem os sintomas do problema que pode ocasionar a tão temida impotência sexual.
As visitas ao especialista também são negligenciadas: 51% dos entrevistados nunca consultaram um urologista, e a falta de tempo é a razão mais apontada por eles (33%), seguida de perto pela ausência de motivos (32%) ou por medo (15%). Quando questionados sobre as razões pelas quais pode ocorrer queda nos níveis de testosterona, a falta de conhecimento persiste.
Conforme 30% dos homens ouvidos, o problema está ligado ao excesso de trabalho e ao estresse do dia a dia. Além disso, 17% acreditam na relação com problemas emocionais e psicológicos.
Apenas 15% dos homens ouvidos entendem que são as mudanças nos níveis hormonais que podem ocasionar a andropausa. 68% deles não sabem a diferença entre terapia de reposição hormonal e estimulante sexual. “É extremamente importante os homens visitarem um médico regularmente. Muitos sintomas não se manifestam prontamente e podem desencadear doenças mais graves. Dessa forma, há a possibilidade de uma detecção precoce e a indicação de tratamento, evitando qualquer impacto na qualidade de vida do paciente”, alerta o presidente nacional da SBU, Carlos Corradi.
Hora “H”.
O mau desempenho na “hora H” afeta a autoestima de 38% dos entrevistados, 33% consideram ter o relacionamento com a parceira prejudicado e 16% têm menor qualidade de saúde e bem-estar. No entanto, a performance sexual, segundo dados, está mais ligada ao receio de não ter ereção (42%) e não ter prazer (25%) do que não satisfazer a companheira (24%). Outro dado preocupante da pesquisa é sobre o uso recreativo ou sem prescrição de medicamentos para disfunção erétil: 62% dos entrevistados utilizam essas substâncias por meio da automedicação, recomendada por amigos, na farmácia ou por meio de informações encontradas na internet. É importante ressaltar os riscos da prática da automedicação.
A pesquisa revela ainda que 51% dos homens entrevistados assumiram ter traído sua companheira ou esposa. Sobre envelhecer, somente 43% deles encaram a terceira idade de forma positiva, destacando pontos como ter mais tempo para curtir a família (27%) ou se dedicar a um hobby (16%). (DSP)
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