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Notícias Menopausa sem segredo: veja riscos e vantagens da reposição hormonal

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Pesquisas sugerem que os benefícios de um tratamento hormonal superam os riscos. (Crédito: Reprodução)

A reposição hormonal não é o único tratamento para quem está na menopausa. Calorão, alteração de humor, piora na qualidade do sono e atrofia vaginal são sintomas que podem ser tratados individualmente com outros tipos de terapias. O médico Drauzio Varella indicou como a reposição hormonal pode ajudá-las na série “Menopausa sem Segredo”, do “Fantástico”.

O debate na TV ocorreu em um momento em que pelo menos 18 milhões de mulheres já estão enfrentando o climatério, com maior ou menor desconforto. Fogachos, suores noturnos, falta de libido, irritação, infecções urinárias, secura vaginal e depressão são alguns dos sintomas que as mulheres podem apresentar nesse período e não existe um tempo exato para acabar.

Na realidade, o uso da terapia de reposição hormonal para mulheres pós-menopausa caiu mais de 80% desde a divulgação dos achados iniciais do estudo WHI (Women’s Health Initiative). O WHI mostrou uma associação entre o tratamento hormonal de CEE (Estrogênio Conjugado Equino) + MPA (Medroxiprogesterona) com maior risco de câncer de mama, trombose venosa profunda, AVC (acidente vascular cerebral) e doença arterial coronariana.

No entanto, segundo artigo da prestigiada NEJM (New England Journal of Medicine), mesmo após 14 anos do WHI seus resultados ainda estão sendo usados inapropriadamente para se tomar decisões quanto a terapia de reposição hormonal. Isso porque no WHI as mulheres estudadas tinham em média 63 anos, e hoje as mulheres estão sendo tratadas com muito menos, em média entre 40 e 50 anos. Outras críticas feitas são com relação aos tipos hormonais utilizados na época, que são diferentes dos utilizados agora na terapia de reposição hormonal. As dosagens atuais são mais baixas, e a via de administração também é diferente.

Já é admitido nos dias de hoje o uso de terapia de reposição hormonal em mulheres sintomáticas, com diagnóstico recente da menopausa e que não possuem contraindicações como: histórico familiar para o câncer de mama ou doença cardiovasculares. Além disso, sabe-se que o risco absoluto de eventos adversos é muito menor em mulheres mais jovens do que nas tratadas tardiamente.

É o que evidencia outro estudo do NEJM, em que as mulheres tratadas precocemente, até seis anos após a menopausa, com Estradiol possuem uma redução da progressão da arterosclerose (enrijecimento dos vasos) em comparação com as mulheres que iniciam a terapia após dez anos da menopausa ou as que não fazem a reposição hormonal. Diversas pesquisas evidenciam ainda que o Estradiol possui função importante no metabolismo ósseo e que a sua diminuição estaria relacionada com a maior incidência de osteoporose na pós-menopausa.

Doses menores.
Ademais, as novas formulações hormonais utilizadas atualmente possuem doses menores do que as usadas há 14 anos e a via de administração preferencial passou a ser transdérmica (gel). Estudos recentes mostram também a diferença dos efeitos entre o CEE utilizado no WHI e o Estradiol que é mais usado atualmente.

Outro fator importante é que até 45% das mulheres pós-menopausa apresentam atrofia vaginal, situação que causa extremo efeito negativo na qualidade de vida sexual da mulher. Assim, o advento do uso do estrogênio e da testosterona por via vaginal trouxe resultados seguros e satisfatórios para essas mulheres. Também é importante lembrar que o uso da testosterona em baixas doses para mulheres pós-menopausa tem sido proposto para aquelas que, mesmo já em uso do estrogênio, ainda apresentam sintomas moderados ou graves da menopausa. O seu uso ainda é controverso e deverá ser avaliado individualmente pelo médico e por seu paciente.

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