Sexta-feira, 05 de Junho de 2020

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Economia Mercado financeiro reduz estimativa e prevê, pela primeira vez, crescimento do PIB do Brasil menor que 2% em 2020

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Redução acontece após resultado do PIB do ano passado, que cresceu 1,1%, e dos efeitos do coronavírus na economia mundial

Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
BNDES, por exemplo, executou 16% do orçamento de resgate para empresários em dificuldade na crise do coronavírus. (Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil)

Os analistas do mercado financeiro reduziram, pela primeira vez, a estimativa de crescimento da economia brasileira para um patamar abaixo de 2% em 2020.

A projeção fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (09) pelo BC (Banco Central). O dado foi levantado na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

De acordo com o boletim, o mercado financeiro baixou a previsão de crescimento para a economia brasileira em 2020, de 2,17% para 1,99%. Foi a quarta queda consecutiva do indicador.

O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços feitos no País, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

A redução acontece após resultado do PIB do ano passado, que cresceu 1,1%, e durante os efeitos do surto do coronavírus na economia mundial. Para o próximo ano, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto permaneceu em 2,50%.

Inflação

Segundo o relatório divulgado pelo BC, os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2020 de 3,19% para 3,20%. Com isso, interromperam nove quedas consecutivas do indicador.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,5% a 5,5%. A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Taxa de juros

O mercado manteve a previsão para a taxa Selic no fim de 2020 em 4,25% ao ano. Atualmente, a taxa de juros já está neste patamar. Para o fechamento de 2021, a expectativa do mercado para a taxa Selic caiu de 5,75% para 5,50% ao ano.

Dólar

A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 permaneceu em R$ 4,20 por dólar. Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 4,15 por dólar para R$ 4,20 por dólar.

Balança comercial

Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 recuou de US$ 36,70 bilhões para US$ 36,40 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado subiu de US$ 33,19 bilhões para US$ 34 bilhões.

Investimento estrangeiro

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, permaneceu em cerca de US$ 80 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas subiu de US$ 84,05 bilhões para US$ 84,50 bilhões.

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