Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020

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Economia Mercado interrompe sequência de 18 semanas de piora na previsão do PIB brasileiro e vê tombo de 6,5%

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Projeção da semana anterior era de queda de 6,51%

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Em relação às vendas médias por atividade, o Atacado segue apresentando os melhores desempenhos. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Após 18 semanas, os economistas do mercado financeiro interromperam as previsões de piora do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. Na semana passada, a estimativa passou de uma retração de 6,51% para 6,50%.

A projeção faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo BC (Banco Central).  O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão.

Em 13 de maio, o governo brasileiro estimou uma queda de 4,7% para o PIB de 2020, tendo como base a perspectiva de que as medidas de distanciamento social terminariam no fim de maio.

O Banco Mundial prevê uma queda de 8% no PIB brasileiro e o FMI (Fundo Monetário Internacional) estima um tombo de 5,3% em 2020. Em 2019, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos.

Nos três primeiros meses de 2020, foi registrada uma retração de 1,5% na economia brasileira. Para o próximo ano, a previsão do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto permaneceu estável em 3,50%.

Inflação abaixo de 2%

Segundo o relatório divulgado pelo BC, os analistas do mercado financeiro elevaram, de 1,60% para 1,61%, a estimativa de inflação para 2020. Se a previsão for confirmada, será o menor patamar da inflação desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 1995. O menor nível já registrado foi em 1998 (1,65%).

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano. Pela regra vigente, o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). Para 2021, o mercado financeiro manteve em 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Taxa básica de juros

O mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros da economia brasileira neste ano. Atualmente, a taxa Selic está em 2,25% ao ano. A previsão dos analistas é de que a taxa continue neste patamar até o fim do ano. Para o fim de 2021, a expectativa do mercado permaneceu estável em 3% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Dólar

A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 continuou em R$ 5,20. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 5 por dólar.

Balança comercial

Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 permaneceu em US$ 52,50 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado continuou em US$ 55 bilhões de superávit.

Investimento estrangeiro

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, ficou estável em US$ 60 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas permaneceu em US$ 75 bilhões.

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