Terça-feira, 02 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 23 de agosto de 2015
Mesmo com o desgaste após a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conta com seguidores fiéis que têm lhe dado apoio desde o início de sua presidência e permanecem ao seu lado após as suspeitas de participação no esquema de corrupção da Petrobras.
Esses aliados foram alocados para cuidar de projetos de interesse de Cunha, como a maioridade penal e a reforma política, e são alçados a posições estratégicas nas quais podem trabalhar em favor do peemedebista.
Cunha nega que interfira no trabalho de comissões ou de deputados. “Atendo à solicitação dos partidos e coordeno a articulação deles. As indicações são dos líderes [das bancadas]”.
É o caso, por exemplo, do deputado Hugo Motta (PMDB-PB). Aos 25 anos e no segundo mandato, ele ganhou os holofotes depois de ter a missão de presidir a CPI da Petrobras, criada em fevereiro.
Na condução da comissão, porém, foi acusado por deputados do PT e do PSOL de agir para blindar Cunha. Isso porque Motta tem evitado a convocação de depoentes que poderiam implicar o presidente da Casa no esquema de corrupção da Petrobras, como o lobista Júlio Camargo – que, em sua delação premiada, disse que Cunha recebeu 5 milhões de dólares de propina.
Outros aliados também foram designados para missões relevantes, sempre com o aval de Cunha. Rodrigo Maia (DEM-RJ) refez o relatório da reforma política para atender a seus interesses. Arthur Maia (SD-BA) relatou o projeto de terceirização de mão de obra e preside comissão para proposta que pode barrar a recondução de Janot ao comando da PGR. Arthur Lira (PP-AL) tem dado aval a projetos de interesse de Cunha na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que preside. (Folhapress)
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