Quarta-feira, 27 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Mesmo os jovens saudáveis podem morrer por causa do coronavírus

Compartilhe esta notícia:

Mais velhos correm mais riscos, mas jovens também podem ter complicações ao contrair o coronavírus. (Foto: Reprodução)

No Brasil e em outros países já há registros de pessoas que morreram em consequência da infecção pelo novo coronavírus, mesmo sem fazerem parte dos grupos com maior probabilidade de apresentarem quadro grave de Covid-19, a saber, idosos e portadores de doenças crônicas, autoimunes e transplantados.

Foi o caso de um advogado de 26 anos, sem histórico de doenças e praticante de corridas, que morreu no sábado (28) em São Paulo. No mesmo dia, nos EUA, o estado de Illinois anunciou a morte de um bebê por coronavírus. No país, uma análise feita pelo pelo Centro de Controle de Doenças no período de 12 de fevereiro a 16 de março mostrou que 38% das pessoas internadas tinham menos de 55 anos.

Glória Selegatto, infectologista da comissão de controle de infecção hospitalar do Hospital Sírio-Libanês, afirma que ainda não há detalhamento sobre o histórico médico dos mais jovens que morreram com a doença e sobre o percentual dessas mortes.

“Não há um detalhamento sobre se os mortos mais jovens tinham alguma comorbidade ou não. Existem relatos na Itália e na China de pacientes sem nenhuma doença de base que tiveram quadro grave, mas a gente não sabe exatamente a representatividade dessa população nos óbitos”, afirma.

Infectologista do Hospital Emílio Ribas, Jean Gorinchteyn diz que não há como determinar que um paciente com menor predisposição a ficar doente esteja livre de um quadro agravado de Covid-19. Segundo ele, em todo caso de doença infecto-contagiosa, “a resposta é muito individual”. “A gente sabe que alguns respondem muito bem e outros não, mas a gente nunca sabe quem é o indivíduo que pode responder diferente”, afirma.

Como diferenciar falta de ar da crise de ansiedade do sintoma de coronavírus?

A dificuldade para respirar, associada a febre e tosse, é um sintoma de quadro agravado da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus Sars-CoV-2, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Ela é diferente da falta de ar causada por transtornos de ansiedade.

“Nesses casos, a falta de ar é mais episódica, não é constante nem piora com pequenos esforços”, explica Márcio Bernik, psiquiatra e coordenador do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo).

Segundo o médico, na Covid-19, a falta de ar é acompanhada por exaustão ao com o esforço físico, como subir alguns degraus de escada, além de aparecer associada a outros sintomas. “A ausência de febre, de um modo geral, pode sinalizar que a sua falta de ar é mais associada à ansiedade, especialmente no caso de um paciente que já tem diagnóstico de um transtorno ansioso”, afirma.

O psiquiatra destaca que nas crises da síndrome do pânico, que costumam durar até 30 minutos, a respiração fica mais curta e pesada. “As pessoas falam até em ‘fome de ar’, de tanto que o paciente fica desesperado com suspiros ou respirações profundas, tentando buscar oxigênio e expelindo dióxido de carbono. Isso até, para muitos médicos, é uma das etiologias do transtorno do pânico, uma alteração na percepção do CO2 do sangue pelos receptores químicos do cérebro”, explica.

Saiba diferenciar sintomas de gripe e coronavírus 

A chegada do outono, com seu ar mais seco e temperaturas mais frias, tende a aumentar o registro de outras doenças respiratórias, que tem sintomas semelhantes aos da doença causada pelo vírus da Sars-Cov-2, a Covid-19.

A nova doença se diferencia tanto pelo tempo de manifestação dos sintomas, de 2 a 14 dias após a o contato com o vírus (o chamado período de incubação), quanto no agravamento do quadro, que ocorre de forma gradativa e, em casos extremos, pode levar à falência dos órgãos.

Já os sintomas da gripe do vírus influenza surgem de forma repentina, com tempo de incubação curto, de 1 a 7 dias. Em comum com o novo coronavírus, febre e tosse seca. Também cansaço, dores no corpo, garganta e cabeça podem aparecer em ambas as doenças.

Com tantas coincidências, como saber a hora de se preocupar mais? A infectologista Raquel Stucchi afirma que os os principais indicadores da nova doença são a febre alta, a tosse e o cansaço ou falta de ar. Ao senti-los, a orientação é de se procurar atendimento médico.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O reajuste do preço de medicamentos que começaria a valer nesta quarta foi adiado
A Anvisa liberou as farmácias de manipulação a vender álcool gel em frascos acima de 50ml
Pode te interessar