Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 14 de abril de 2021
Um estudo divulgado pelo governo do Reino Unido nesta quarta-feira (14) estima que pelo menos metade dos britânicos possui anticorpos contra a covid-19. Os números são um sinal de que a campanha de vacinação está garantindo proteção contra o vírus a uma ampla parcela da população.
A pesquisa do Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) estima que 54,9% da população da Inglaterra e 54,5% dos habitantes da Irlanda apresentariam um resultado positivo para um teste de anticorpos na semana que terminou em 28 de março. As taxas na Escócia e no País de Gales ligeiramente mais baixas, 46% e 49,1%, respectivamente. Isso indica que essas parcelas já foram vacinadas ou já contraíram o vírus.
Segundo os dados do ONS, entre idosos com 65 a 69, que foram priorizados na
campanha de imunização que começou em dezembro do ano passado, a estimativa é que 84,5% das pessoas já tenham anticorpos para o vírus.
O estudo do ONS também mostrou que os níveis de anticorpos diminuíram entre as pessoas mais velhas. Esperava-se, porém, que essa tendência fosse revertida assim que elas tivessem recebido a dose de reforço das vacinas aplicadas no país.
“Há um padrão claro entre a vacinação e o teste positivo de anticorpos”, disse o ONS ao explicar os números.“No entanto, a detecção dos anticorpos, por si só, não é uma medida precisa de proteção concedida pelas vacinas.”
Na avaliação do órgão, há a possibilidade de que os níveis de anticorpos em algumas pessoas estejam baixos para serem detectados nos testes realizados pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês). No entanto, eles ainda podem ser altos o suficiente para garantir proteção contra a doença.
Meta batida
A Grã-Bretanha ofereceu a todos com mais de 50 anos a primeira dose das vacinas contra a covid-19 e iniciou na terça-feira (13) a imunização com a vacina da Moderna na Inglaterra, disse o governo, que se prepara para aplicar doses em todos os adultos até o final de julho.
Já usada nos Estados Unidos e em outras partes da Europa, o imunizante da Moderna torna-se o terceiro a ser usado na Grã-Bretanha, depois da AstraZeneca e da Pfizer/BioNTech.
A Moderna usa a mesma tecnologia de mRNA das vacinas da Pfizer, mas pode ser armazenada em temperaturas normais de geladeira, ao contrário de sua vacina rival dos Estados Unidos, que deve ser mantida e enviada em temperaturas ultrabaixas.
O país teve um dos lançamentos de vacinas mais rápidos do mundo, atrás apenas de Israel na proporção de sua população que recebeu pelo menos uma dose de uma vacina contra a covid-19.
O governo britânico disse que já ofereceu pelo menos uma dose para os grupos prioritários de 1 a 9, que incluem todos os adultos com mais de 50 anos, os clinicamente vulneráveis e assistentes sociais e de saúde, antes da meta prevista para esta quinta-feira (15).
“Agora vamos prosseguir com a conclusão das segundas doses essenciais e progredir em direção à nossa meta de oferecer uma vacina a todos os adultos até o final de julho”, disse o primeiro-ministro Boris Johnson em um comunicado.
Na terça, o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) disse que pessoas com 45 anos ou mais agora podem marcar consultas para receber a vacina contra a covid-19.
O sucesso da campanha de vacinação sustentou o plano de Boris Johnson para sair do lockdown, que na segunda-feira (12) viu todas as lojas e restaurantes ao ar livre na Inglaterra reabrir, com alguns comemorando nas ruas à noite.
Adicionando cautela ao otimismo, o governo anunciou uma expansão dos testes nos bairros de Lambeth e Wandsworth, ao Sul de Londres, para detectar casos da variante encontrada pela primeira vez na África do Sul.
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