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Brasil Michel Temer anunciou que os refugiados venezuelanos serão distribuídos para outros Estados e não ficarão só em Roraima

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Presidente prometeu editar medida provisória sobre o assunto. (Foto: Beto Barata/PR)

O presidente Michel Temer  anunciou nessa segunda-feira  que vai criar uma força-tarefa para lidar com a imigração em massa de venezuelanos para Roraima. Durante discurso em reunião na capital Boa Vista, ele disse que será feito um comitê de acompanhamento – com uma coordenação nacional – sobre o impacto da entrada desordenada dos estrangeiros na região.

Ainda conforme o chefe do Executivo, uma MP (medida provisória) sobre o assunto deve ser editada até quinta-feira. “Será uma coordenação federal em conjunto com Estado para solucionar essa questão que também aflige todo o território brasileiro”, declarou. “Para tanto, quero editar uma MP que tratará desse assunto. Não faltarão recursos para solucionar essa questão dos venezuelanos, tanto no aspecto humanitário como a solução para o Estado.”

O presidente também frisou que o objetivo é levar os imigrantes para outras áreas do País: “Vejo que esse afluxo intenso de venezuelanos cria problemas para o estado de Roraima e vai criar para outros Estados se não tomarmos algumas medidas de natureza federal”.

O encontro ocorreu no Palácio Senador Hélio Campos, sede do governo de Roraima, e reuniu os ministros Raul Jungman (Defesa), Torquarto Jardim (Justiça), Moreira Franco (Secretaria-geral da Presidência), e o general Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional).

Também participaram da reunião a governadora de Roraima Suely Campos (PP), a prefeita da capital Teresa Surita (PMDB), o senador Romero Jucá (PMDB), Juliano Torquato (PRB), prefeito de Pacaraima – cidade na fronteira -, deputados, secretários e demais autoridades locais.

Após o discurso do presidente, o ministro Raul Jungmann disse que as Forças armadas duplicarão os postos de controle no interior de Roraima, particularmente, entre Pacaraima e Boa Vista, que um hospital de campanha será deslocado à fronteira, e que serão construídos centros de triagem em conjunto com municípios e governo.

“Se o problema é fisicamente localizado em Roraima, ele é um problema nacional, e o presidente entendeu que nesse sentido teremos uma coordenação da ação humanitária federal que ficará ao encargo das Forças Armadas”, declarou.

 

Crise

Os imigrantes fogem da fome, falta de emprego, hiperinflação e da instabilidade política no país governado por Nicolás Maduro. Em dezembro, o Estado decretou situação de emergência. Ao menos três dos quatro abrigos estão lotados, há milhares de venezuelanos em situação de rua e muitos dividem casas alugadas.

Na semana passada, duas dessas residências ocupadas por venezuelanos foram incendiadas. Cinco pessoas ficaram feridas, incluindo uma menina de 3 anos. No domingo, o guianense Gordon Fowler, 42 anos, foi preso por participação nos ataques. Em audiência de custódia, o flagrante foi convertido em prisão preventiva e ele foi enviado para a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

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