Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de fevereiro de 2018
O presidente Michel Temer afirmou nessa terça-feira que acertou “na mosca” na escolha de toda a sua equipe ministerial. Na entrega da Ordem do Mérito Oswaldo Cruz, ele disse que a sua gestão teve “coragem” e “ousadia” de fazer o que administrações anteriores não realizaram.
Desde que chegou ao comando do Palácio do Planalto, contudo, o emedebista já perdeu três ministros por suspeitas de irregularidades e possui seis auxiliares citados em delações premiadas no rastro da
Operação Lava-Jato. Segundo ele, o seu principal acerto foi a escolha do ministro da Saúde, Ricardo Barros – que já foi advertido pela comissão de ética da Presidência da República por ter feito campanha eleitoral em agenda ministerial.
“Eu fui acertando na mosca em todos os ministérios, mas o meu acerto maior foi na escolha do Ricardo Barros, que se revelou um gestor extraordinário”, disse. Entre os ministros escolhidos pelo presidente no início de seu mandato, estão Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves, presos pela Polícia Federal. O primeiro foi detido após a descoberta de um bunker em Salvador, com R$ 51 milhões.
Temer participou nessa terça-feira de cerimônia de entrega de honraria do Ministério da Saúde a quem contribuiu com o sistema de saúde do País. Ao todo, 33 pessoas foram homenageadas, incluindo médicos do presidente, Roberto Kalil Filho e Miguel Srougi, e aliados do Palácio do Planalto, o deputado Darcísio Perondi (MDB-RS) e a senadora Marta Suplicy (MDB-SP).
Reforma de Temer
A bancada mineira da Câmara dos Deputados, que reúne 53 parlamentares, quer que o presidente Michel Temer aproveite a reforma ministerial que terá que fazer até o início de abril para entregar “uma ou duas pastas” ao Estado.
A cobrança – ou “disposição de ajudar”, como prefere dizer – é do deputado Fábio Ramalho (MDB), vice-presidente da Câmara e coordenador da bancada de Minas Gerais, a segunda maior da Casa, atrás apenas da de São Paulo, com 70 deputados.
“Chegou a hora de o presidente Temer olhar para Minas com mais carinho. Minas tem sido muito correta com o governo e chegou o momento de o presidente demonstrar o respeito por nosso Estado. Fará muito bem ao governo dele e fará muito bem ao Brasil”, disse Ramalho. “Minas tem que participar com uma ou duas pastas”, afirmou o representante do Estado.
Mas os mineiros não querem qualquer pasta. “Tem que ser um ministério de peso. Ministério pequeno não adianta”, disse o vice-presidente da Câmara, elencando Saúde, Educação, Cidades e Integração Nacional como ministérios de interesse dos deputados do Estado. Destes, o das Cidades não deve mudar de comando, já que o atual titular, Alexandre Baldy (Podemos-GO), disse na sexta-feira que não pretende disputar as eleições deste ano.
A Saúde está sob domínio do PP, enquanto a Educação está com o DEM e a Integração, com o MDB, partido de Temer. Antes mesmo do início oficial das negociações para a sucessão, dois nomes da bancada mineira já circulam na Esplanada como indicações para ocupar ministérios.
O ex-deputado Bernardo Santana (PR) é um dos cotados para substituir o alagoano Maurício Quintella (PR) no Ministério dos Transportes.
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