Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 9 de novembro de 2017
Na tarde dessa quinta-feira, o presidente Michel Temer afirmou que uma reforma ministerial será “inevitável” para assegurar a aprovação das mudanças na Previdência Social que o Palácio do Planalto quer aprovar no Congresso Nacional. De acordo com o peemedebista, o assunto “está sempre em cogitação” quando se está à frente de um governo.
Segundo fontes de Brasília, ele está sendo pressionado a retirar os integrantes do PSDB do governo e repassar as pastas aos aliados para o grupo aliado conhecido como “Centrão”. Dentre os alvos principais dessa turma está o Ministério das Cidades, por conta de seu gordo orçamento. Hoje, os tucanos comandam essa e outros três ministérios: Relações Exteriores, Secretaria de Governo e de Direitos Humanos.
Temer não detalhou quando a reforma ministerial será realizada. A expectativa é de que ela seja feita logo, sem esperar saídas por conta de desincompatibilizações de cargos, por conta das eleições de 2018. Ao ser indagado se acreditava que as trocas ministeriais poderiam acontecer antes de janeiro, o presidente respondeu: “Acho que não”.
O sinal de que o presidente poderá atender à fome por cargos e verbas dos partidos aliados foi dado em uma entrevista à imprensa, ao final da cerimônia de anúncio do programa Avançar, no Palácio do Planalto. “Eu reconheço que há pedidos, como muitos ministros vão deixar os cargos, é claro que a reforma será inevitável”, frisou.
Pouco antes, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pressionado pelos ministros tucanos que desejam permanecer no governo, foi até ao gabinete do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para avisar que estava destituindo-o presidência interina do partido.
Previdência
Temer também voltou a defender a mudança nas regras da Previdência Social: “Reforma é algo que, toda vez que você governa, está sempre em cogitação. Eu saberei o momento certo”.
Ele também mencionou a reação da economia ao assunto. “Assim que o tema foi colocado de novo na pauta de discussões, o mercado deu o alerta de sua importância. No dia seguinte que se fez o alerta de que a reforma continuaria, a bolsa voltou a subir e o dólar caiu”, comentou, demonstrando otimismo com a possibilidade de aprovação do texto.
Também nessa quinta-feira, durante um café da manhã na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Temer voltou a sofrer pressão dos aliados ao discutir os pontos da reforma previdenciária. Ele foi avisado de que, sem mudanças nos ministérios, não haverá votação do projeto. Questionado se tinha os 308 votos necessários para aprovar a reforma, Temer respondeu: “Ah, vamos contando”.
O peemedebista reiterou que está “animado” com as negociações dos últimos dois dias argumentou, mais uma vez, que a reforma “é muito importante” e que “há chances, sim” de que seja aprovada, desde que se explique direitinho que o único objetivo é combater privilégios e preservar os mais pobres e os mais vulneráveis. “O que há sim é uma quebra de privilégios que hoje não podem mais existir”, defendeu.
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