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Brasil Michel Temer diz a deputados que, se ele cair, Rodrigo Maia e Eunicio Oliveira serão os próximos

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Por votos, o presidente Michel Temer tem dito a parlamentares aliados que, se deixar a Presidência da República, os próximos alvos da PGR (Procuradoria-Geral da República) serão Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e Eunicio Oliveira, presidente do Senado.

O discurso de Temer para os deputados, em conversas reservadas nos últimos dias, é que o Ministério Público, comandado por Rodrigo Janot, “persegue a classe política” e quer que a Presidência da República seja comandada por Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal).

Isto porque, se Maia e Eunicio caírem, caberá, pela linha sucessória, a presidente do STF assumir a Presidência.

Porém, em seus relatos aos parlamentares, Temer omite que a lei só permite que presidentes sejam investigados por crimes cometidos no mandato atual.

Antes da delação da JBS, o próprio presidente já havia sido delatado pela Odebrecht – mas não foi objeto de ação pela procuradoria, que sequer pediu abertura de inquérito porque os supostos crimes foram cometidos antes de assumir a presidência.

Ele só foi denunciado porque foi gravado por Joesley Batista, já como presidente, numa conversa em que, segundo a procuradoria, indicava o cometimento de crimes. E porque, depois, o homem que ele indicou para resolver as pendências da J&F foi pego numa ação controlada recebendo 500 mil que a PGR diz que eram para Temer.

Com o discurso, o presidente Temer apela aos deputados com uma espécie de instinto de sobrevivência para derrubar a denúncia contra ele por corrupção passiva na Câmara.

Reação de Temer

O presidente Michel Temer reagiu com veemência a este post. Por meio de sua assessoria, o presidente declarou: “Jamais fiz qualquer afirmação citando presidentes da Câmara, do Senado e do STF. Até porque não cairei”. (Andréia Sadi/G1)

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