Domingo, 17 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de novembro de 2017
O presidente Michel Temer indicou a aliados que o deputado Alexandre Baldy (GO) será o novo ministro das Cidades. Mas ainda falta definir o partido do parlamentar, que era do Podemos, mas está de mudança para o PP, sigla que o indicou para o ministério, em substituição a Bruno Araújo.
Indicado pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), Baldy é bem próximo a Rodrigo Maia (DEM-RJ) e decidiu sair do partido Podemos em agosto quando foi destituído da liderança da sigla na Câmara. Ele se filiará ao PP nesta semana, sigla com a quarta maior bancada da Câmara e que pressiona Temer por mais espaço no governo. O nome do parlamentar, 37 anos, agrada aos principais partidos do Centrão, grupo do qual o PP faz parte, além de PR, PSD e PRB. “É um nome que agrada a todo mundo” , afirmou o líder do PR na Câmara, deputado José Rocha (BA). “É um parlamentar querido” , declarou o deputado Marcos Montes (MG), líder do PSD na Casa.
O comando do Ministério das Cidades está vago desde a semana passada, após o então titular da pasta, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), pedir demissão. Ao deixar o cargo, o tucano alegou não possui mais apoio interno no PSDB para permanecer no cargo. O PSDB já anunciou que vai desembarcar do governo Temer até dezembro.
Alexandre Baldy participou da reunião na tarde desse domingo entre o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na residência oficial da Presidência da Câmara. Também participam do encontro, que durou cerca de duas horas, os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo).
Outras mudanças
Segundo auxiliares, Temer já decidiu trocar o atual titular da Secretaria de Governo, o deputado licenciado Antonio Imbassahy (PSDB-BA). O futuro dele, porém, ainda é incerto, mas o tucano pode ser realocado para o ministério da Transparência ou Direitos Humanos.
Conforme noticiado pelo Broadcast Político, a bancada do PMDB de Minas Gerais quer emplacar o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) como substituto de Imbasshy. Além de Lopes, outro nome cotado para assumir a Secretaria de Governo é o ex-deputado João Henrique Sousa (PMDB-PI). Desde que Temer assumiu o governo, o Sousa preside o Conselho Nacional do SESI. No governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Sousa foi ministro dos Transportes.
Souza vem ganhando força para ocupar o posto de articulador político do Planalto. Seus defensores afirmam que ele já foi deputado, quarto secretário da Câmara e, portanto, tem bom trânsito com os deputados. Temer simpatiza com a ideia, mas está fazendo um cálculo eleitoral, além de contar com os votos para Previdência, antes de fechar a indicação.
Auxiliares dizem que o presidente se movimenta na direção de montar uma coligação político-eleitoral para 2018 e, portanto, é importante que as novas nomeações tenham o aval de partidos que podem formar essa aliança.
Temer não é candidato à reeleição, mas quer se tornar um ativo importante em torno de uma candidatura de centro-direita que defenda as reformas de seu governo.
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