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Mundo Mil pessoas protestaram contra máscaras e vacinas em Roma

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Para manifestantes, medidas ameaçam liberdades individuais. (Foto: Reprodução Vídeo/ Uol)

Milhares de pessoas se protestaram em Roma e Zagreb contra regras de governos para limitar contaminações pelo coronavírus. Para manifestantes, medidas ameaçam liberdades individuais.  Após alemães, agora foi a vez de italianos e croatas protestarem contra regras impostas pelos governos para conter a propagação da Covid-19.

Em Roma, mil pessoas se manifestaram no centro da cidade contra a obrigação de vacinar crianças em idade escolar ou usar máscara. “Não à obrigação de vacinar, sim à liberdade de escolha”, “não às máscaras nas escolas, não ao distanciamento”, “a liberdade pessoal é inviolável” e “viva a liberdade”, eram alguns dos slogans nos cartazes.

A maioria dos participantes não usava máscaras. Um deles carregava uma foto do papa Francisco com a palavra Satã escrita, bem como a cifra 666, considerada um símbolo do diabo. O chefe do governo italiano, Giuseppe Conte, havia expressado sua posição dias antes desta reunião de militantes antivacinas: “mais de 274.000 doentes e 35.000 mortos [pelo coronavírus]. Ponto final”. Conte expressou sua esperança de que o outono não leve a um novo confinamento geral, mas apenas a “intervenções específicas” quando necessário.

“Interpretação não científica”

Milhares de croatas também protestaram em Zagreb contra as medidas impostas pelas autoridades contra o coronavírus, que segundo os manifestantes ameaçam as liberdades individuais e os direitos humanos. “A Covid é uma mentira, nós não somos todos ‘covidiotas'”, ou “tirem a máscara, desliguem a tevê, vivam suas vidas”, diziam os cartazes dos manifestantes que participaram do “Festival da Liberdade”, como foram chamados os protestos por seus organizadores.

A ministra da Saúde croata, Vili Beros, reagiu no Facebook dizendo que não aprova “uma interpretação não científica da Covid-19”. “Todas as restrições temporárias têm somente um objetivo: proteger a saúde e as vidas dos cidadãos croatas. Nós conseguimos isso”, acrescentou. O país de 4,2 milhões de habitantes atravessou os primeiros meses da pandemia registrando menos de 100 contaminações por dia e quase sem novos casos desde meados de maio. Mas o número de contaminações aumentou desde que a Croácia reabriu suas fronteiras, chegando aos 200 casos por dia em agosto. Na última quinta-feira (3), o país registrou 369 infecções.

O uso de mascara é obrigatório desde julho nos transportes públicos, comércios e serviços que envolvam contato com os clientes. A Croácia registrou 197 mortes desde o começo da doença, por 12.000 casos.

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