Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de janeiro de 2018
Milhares de pessoas se concentraram no Centro de Porto Alegre para um ato em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (23). Lula participou do evento em um dos carros de som na Esquina Democrática ao lado de lideranças do PT, como os ex-governadores do Rio Grande do Sul Olívio Dutra e Tarso Genro, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, a ex-presidente Dilma Rousseff e a deputada federal Maria do Rosário entre outros políticos.

Lula em Porto Alegre. (Foto: Leandro Molina/Divulgação)
O petista veio a Porto Alegre para agradecer a militância que está em vigília para o julgamento no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) nesta quarta-feira (24), no qual ele será julgado em segunda instância no caso do triplex do Guarujá (São Paulo).
Lula foi condenado na primeira instância pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na sentença, Moro sustenta que o ex-presidente ocultou a propriedade do triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo, e que o imóvel foi recebido como propina da empreiteira OAS em troca de favores na Petrobras. O ex-presidente nega todas as acusações.
Presente no comício, a presidenta Dilma Rousseff foi ovacionada pelos participantes. Ela referiu a queda de seu governo à elaboração de um golpe que culmina com o impedimento de o ex-presidente Lula ser candidato à Presidência da República. “O primeiro ato do golpe foi o Impeachment; o segundo ato é esse governo sem legitimidade exercitando série de políticas para retirar nossos direitos e a tentativa sistemática de vender nossas riquezas para empresas estrangeiras, e o terceiro ato do golpe é impedir que lula seja candidato em outubro”, avaliou.
Ela destacou que Lula é inocente no caso do apartamento no Guarujá e que “os verdadeiros culpados, que andam com malas de dinheiro pra cima e pra baixo estão livres”. A presidente reforça que a necessidade de a direita afastar Lula do processo eleitoral é “porque não tem candidato” para enfrentar o petista no voto.
Em meio à multidão, uma pessoa passou mal, mas Dilma pediu que a ajudassem. O governador do Acre Tião Vianna, que é médico, prontamente ajudou a socorrer militante.
Ato contrário ao ex-presidente
Também foi realizado um ato contrário ao ex-presidente no Parque Moinhos de Vento, na Zona Norte da capital gaúcha. Conforme os organizadores, cerca de 500 pessoas participaram. A Brigada Militar não informou estimativa de público. Os manifestantes exibiram bandeiras do Brasil e cartazes de apoio ao juiz Sérgio Moro. Velas foram posicionadas no chão formando a sigla do TRF-4.
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