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Colunistas Militância e desperdício

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Nossas universidades federais vêm se revelando um foco muito perigoso de doutrinação e militância

Foto: Divulgação
Nossas universidades federais vêm se revelando um foco muito perigoso de doutrinação e militância. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Quando o poder público perde a noção de oportunidade e o seu necessário utilitarismo em benefício da população, o momento é de absoluta dispersão dos princípios éticos e impessoais que deveriam reger essa máquina pública.

A notícia de que um professor da Universidade Federal do Espírito Santo vai passar 3 meses em Lisboa com tudo pago por você para estudar o “cristofascismo bolsonarista” foge a qualquer princípio de razoabilidade intelectual e acadêmica vista até hoje.

A perda da razão na busca de conteúdos fictícios, genéricos e meramente delirantes parece cada vez mais comprometer a credibilidade já claudicante das nossas universidades federais.

Entupidas pelo dinheiro público, essas instituições conseguem números interessantes na hora de avaliar o trabalho por elas desenvolvido, mas que tem exclusivamente na quantidade a sua relevância, afinal com dinheiro é possível patrocinar inclusive bobagens como essa da federal capixaba.

Mas esse não é um fato isolado, as nossas universidades federais vêm se revelando um foco muito perigoso de doutrinação e militância, e com isso se afastando cada vez mais do necessário conteúdo científico que deveria ser o ser seu norte.

Um encontro antifascista na federal de Porto Alegre mostrou como seus frequentadores são realmente os verdadeiros fascistas ao pregarem de forma unilateral um conceito já classificado como terrorista nos EUA. Sim, lá os tais antifas são considerados terroristas, mas aqui se reúnem numa universidade que proíbe oração e estágios em empresas que adotem tecnologias israelenses.

É patético! O país que descontinuou as escolas cívico-militares, a verdadeira luz no fim do túnel da educação, hoje patrocina aberrações assim com total impunidade e muitas vezes apoiadas por decisões judiciais inacreditáveis.

Mais de um século de história, bilhões de recursos drenados dos cofres públicos e jamais conquistamos qualquer Prêmio Nobel técnico científico, cabendo nossa única honraria ao Batalhão de Suez que pacificou a Faixa de Gaza entre 1957 e 1967 e hoje ignorado pela própria academia brasileira que enxerga as Forças Armadas com o ódio típico dos militantes de esquerda.

Mas a tragédia do ensino no nosso país não para por aí, afinal um estudo da USP revelou que apenas 4% do material didático autorizado e distribuído no Brasil para as nossas crianças e jovens, tem conteúdo cientificamente comprovado e base acadêmica de veracidade das informações.

Ou seja, 96% do que ensinam às nossas crianças é “chutometria” de alguns historiadores delirantes ou professores que utilizam a credibilidade acadêmica para doutrinar e formar a militância desinformada.

Esse cenário, montado a décadas, segue a cartilha de Antônio Gransci, o italiano que desde o início do século XX ensina como dominar uma sociedade tomando-lhe a razão e seus princípios éticos e culturais, o que acabou tirando, inclusive, o seu foco na sua luta contra o fascismo de Mussolini. Virou herói comunista pregando teses, acreditem, algumas de conteúdo fascista.

Pensar no futuro exige uma retomada da educação na sua essência e isso envolve uma mudança radical na própria formação dos mestres e na destinação dos recursos públicos.

No Brasil, não falta dinheiro para a educação, falta gestão.

* Gustavo Victorino, deputado estadual do RS

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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