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Política Militares brasileiros querem deixar operação que acolhe venezuelanos

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Os migrantes e refugiados são vacinados, passam por avaliação clínica, entrevistas e podem solicitar emissão de documentos como CPF

Foto: Reprodução
Os migrantes e refugiados são vacinados, passam por avaliação clínica, entrevistas e podem solicitar emissão de documentos como CPF. (Foto: Reprodução)

O Ministério da Defesa discute no governo Jair Bolsonaro como retirar as Forças Armadas da Operação Acolhida, criada para receber e atender venezuelanos. Considerada modelo pelas Nações Unidas e um dos raros trunfos internacionais do governo, a operação está prestes a completar três anos e sofreu mudanças de dinâmica por causa da redução do fluxo de imigrantes provocado pela pandemia da Covid-19. Há quem defenda que ela seja apresentada para concorrer ao prêmio Nobel da Paz.

Oficiais generais do Ministério da Defesa e das Forças Armadas já manifestaram internamente o desejo de sair da operação ou ao menos reduzir ao máximo o engajamento das tropas. É corrente entre eles a avaliação de que chegou a hora de “passar o bastão” e diminuir as responsabilidades, assumidas em março de 2018. A operação é coordenada pela Casa Civil, comandada pelo general Walter Braga Netto.

Entre os militares, a Operação Acolhida é classificada como Força Tarefa Logística Humanitária. O comando é do Exército, que cede espaços no 3º Pelotão Especial de Fronteira em Roraima para receber os imigrantes. Eles também trabalham em Boa Vista, capital do Estado, e Manaus (AM), cidades que concentram os venezuelanos e têm abrigos.

A cada três meses, militares da Marinha, da Aeronáutica e principalmente do Exército são deslocados de vários comandos do País para assumir como o contingente da vez. Em janeiro, está prevista a décima troca de pessoal. Ao todo, 650 militares serão enviados a Boa Vista e Pacaraima e Manaus.

Além da logística, os militares cuidam da segurança e atendimento de saúde. Outros órgãos do governo prestam atendimento psicossocial, do qual também fazem parte cerca de uma centena de entidades da sociedade civil e da ONU (Organização das Nações Unidas).

Os migrantes e refugiados são vacinados, passam por avaliação clínica, entrevistas e podem solicitar emissão de documentos como CPF. Eles recebem refeições, são alojados num dos 12 abrigos temporários, e recebem kits de higiene e limpeza, podendo participar de atividades de lazer e aulas de português.

Um almirante da Marinha e um general do Exército, ambos da ativa e, por isso, ouvidos reservadamente, confirmaram a intenção de deixar a Acolhida. Um comandante da Força Terrestre comparou as Forças Armadas a uma espécie de “Posto Ipiranga” no governo Bolsonaro.

Nos bastidores, militares afirmam que a operação deve se concentrar mais na interiorização dos imigrantes para desafogar a região Norte, menos estruturada – e que o Ministério da Cidadania, que cuida dessa estratégia e tenta encontrar empregos e elos familiares bem como abrigo no destino aos venezuelanos por todo o País, deveria assumir mais protagonismo.

Cerca de 44 mil já foram transportados a outras cidades do País, tendo como destinos principais São Paulo, Amazonas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. O ritmo, no entanto, está aquém do desejado. Neste ano, 16,7 mil foram deslocados até novembro, menos do que os 22,2 mil em todo o ano passado. Cerca de 3,5 mil permaneciam nos abrigos, segundo dados do governo.

Nos últimos meses, aumentaram as queixas de oficiais com o envolvimento das Forças Armadas. Ao mesmo tempo, os militares passaram a ser enviados para mais operações de Garantia da Lei e da Ordem, como a Verde Brasil, e o suporte da Operação Covid, durante a pandemia do novo coronavírus. Os generais dizem que esse “desvio” de função, como classificam, ocorre por pressão política e social, além da falta de pessoal e organização em outros órgãos de governo.

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Alcides Gilberto Da Rosa Adornes
27 de dezembro de 2020 18:47

Esclarecimentos sobre fatos históricos. Os militares jamais se importaram com a fome no Brasil. No período militar era comum os nordestinos se alimentarem apenas de pirão de farinha e a única carne que comiam era de calango. Então, parem com esta historinha de falarem para os militares cuidarem do nosso povo, porque eles nunca fizeram isto.

Denise Goulart de Munhós
27 de dezembro de 2020 17:46

Já passou da hora de encerrar essa operação! Os venezuelanos devem permanecer em seu país e lutar por liberdade, redemocratização. A ONU deveria interferir na Venezuela e destituir esse governo totalitário e desumano. Mas esse órgão esquerdista jamais fará isso, pois é só conversa fiada, mimimi do politicamente correto.

Fernando Garrido
27 de dezembro de 2020 15:30

O Exército já atende os nordestinos, com o controle na distribuição de água com caminhões-pipas e distribuição de cestas básicas! O surpreendente, é que essas atribuições não podem ficar nas mãos dos políticos da área, por causa do desvio e clientelismo! Triste ver brasileiros prejudicando seu próprio povo!

Alejandro Montez
27 de dezembro de 2020 15:19

Que tal o exército dar atenção aos miseraveis das regioes ribeirinhas do norte do país e da caatinga nordestina? Primeiro os brasileiros depois os outros se houver dinheiro!

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