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Rio Grande do Sul Ministério da Agricultura será transferido para o RS nesta terça

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De acordo com o governo federal, a medida visa ajudar no atendimento de demandas para a reconstrução do agro gaúcho.

Foto: Divulgação
De acordo com o governo federal, a medida visa ajudar no atendimento de demandas para a reconstrução do agro gaúcho. (Foto: Divulgação)

O Ministério da Agricultura e Pecuária instalará nesta terça-feira (28) um gabinete itinerante no município de Santa Cruz do Sul. De acordo com o governo federal, a medida visa ajudar no atendimento de demandas para a reconstrução do agro gaúcho, impactado diretamente pelas enchentes que assolam o Rio Grande do Sul.

A cerimônia de inauguração do gabinete está marcada para às 11h, no Parque da Oktoberfest, e contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Também será realizada a entrega de máquinas agrícolas a regiões afetadas pelas enchentes. Segundo comunicado do ministério, 31 municípios serão beneficiados.

“Os equipamentos, como retroescavadeiras, motoniveladoras e escavadeiras hidráulicas, foram adquiridos a partir de emendas da bancada federal do Rio Grande do Sul”, informou, acrescentando que senadores e deputados do Estado devem comparecer ao ato.

Segundo a CNM (Confederação Nacional de Municípios), a agricultura é o setor privado mais afetado pelas chuvas no Estado. Os prejuízos somam R$ 2,7 bilhões. Já a pecuária teve prejuízo de R$ 245,4 milhões.

O agronegócio gaúcho deve levar ao menos uma década para a normalização do cenário, segundo estimativas da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul) divulgadas nesta segunda-feira (27).

A Farsul realizou um levantamento com apoio do projeto S.O.S Agro RS, que representa 2.025 produtores do Estado. De acordo com o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, o cálculo é baseado na área de produção inundada.

Da Luz reforça que a estimativa ainda é preliminar, pois não considera as potenciais perdas em áreas não inundadas — que não estão sendo colhidas — e da produção que já foi colhida.

Segundo o levantamento, 347 produtores informaram prejuízos, totalizando pouco mais de R$ 467,6 milhões — média de R$ 1,4 milhão por ocorrência. Ao todo, 550 agricultores responderam o levantamento. Muitos ainda não foram entrevistados, pois não tem acesso à produção para fazer as estimativas.

Dentre os respondentes, cerca de 73% são pequenos produtores. Desses, 63,4% integram o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), enquanto os demais são agricultores familiares.

“Dentro de uma situação de calamidade, o Rio Grande do Sul precisa de uma situação de solução excepcional por parte do ente federal”, cobrou Pereira. O presidente da Farsul diz que há grande expectativa com a vinda da operação itinerante do Ministério da Agricultura no estado. Pereira espera que sejam anunciadas medidas para minimizar os impactos no agro.

Dentre as demandas da Farsul está uma nova linha de crédito para que os produtores possam sanar suas dívidas que vencem este ano. A proposta da entidade é uma linha de crédito com prazo de 15 anos, dois anos de carência e amortização de 3%. O levantamento do S.O.S Agro RS aponta, ainda, que 96,5% dos produtores vão precisar de crédito para garantir a normalização dos trabalhos.

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