Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020

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Economia Ministério da Economia mantém em 4,7% a previsão de queda do PIB brasileiro neste ano

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Já a previsão para o IPCA em 2020 passou de 1,77% para 1,60%

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Já a previsão para o IPCA em 2020 passou de 1,77% para 1,60%. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Ministério da Economia manteve em 4,7% a previsão de queda do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro neste ano. A estimativa está no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica, divulgado nesta quarta-feira (15). Também foi mantida a previsão de crescimento de 3,2% do PIB para 2021.

“Apesar da extensão do isolamento social, a projeção do crescimento do PIB para 2020 foi mantida em -4,7% diante da melhoria dos indicadores, refletindo um efeito positivo das políticas adotadas até então”, diz o boletim. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País.

Para a Secretaria, a atividade econômica foi fortemente impactada pela pandemia de coronavírus em abril e maio deste ano, e a perspectiva de recuperação é a partir do segundo semestre. “Resultados da atividade de abril e maio indicam que o vale da crise provocada pela pandemia provavelmente ficou para trás. Houve retração na indústria, comércio e serviços, e apenas a agropecuária apresentou resultados positivos. Muitos indicadores de maio e junho mostram sinais de reação da economia para iniciar a saída do ‘fundo do poço’ e a recuperação no segundo semestre”, diz o boletim.

Inflação

A previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, em 2020 passou de 1,77% para 1,60%. “Os principais responsáveis pela menor inflação esperada ainda deverão ser os bens industriais e os serviços. A desaceleração é resultado direto dos impactos na atividade econômica. Ademais, os preços monitorados também apresentaram forte recuo, com destaque para energia elétrica, gasolina e óleo diesel. Em sentido oposto, o grupo alimentação no domicílio, que engloba, genericamente, alimentos vendidos por mercados e estabelecimentos similares, apresentou aceleração”, diz o boletim.

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