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Brasil O Ministério da Saúde e a indústria de alimentos fecham um novo acordo para a redução de sal em alguns produtos

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Pacto prevê redução dos teores de sódio em pães, bisnaguinhas e massas instantâneas. (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde e Associação Brasileira de Indústria de Alimentos assinaram um novo acordo para redução de teores de sódio de pães, bisnaguinhas e massas instantâneas.

Para pães de forma, a meta é que entre 2017 e 2020 o teor máximo do nutriente caia de 450 mg para 400 mg a cada 100 gramas do produto. No caso das bisnaguinhas, a queda será de 388 mg para 350 mg, também a cada 100 gramas do alimento. Para as massas instantâneas, a previsão é de que até 2018 o teor máximo de sódio seja de 1840 mg a cada 100 gramas.

Essa é a segunda vez que os três alimentos são alvo de um pacto para redução de sódio Elas integram o acordo entre ministério e indústria de alimentos de 2011, com30 categorias de produtos. De acordo com governo, a parceria trouxe uma redução de 70 mil toneladas de sódio dos alimentos.

O brasileiro consome em média 12 gramas de sódio por dia, mais do que o dobro do recomendado pela Organização mundial da Saúde. O consumo excessivo do nutriente aumenta o risco de hipertensão, diabete e obesidade.

Como reduzir o consumo de sal na comida

A dupla arroz e feijão, frango de panela, picadinho e salada lideram o ranking de pratos favoritos do brasileiro. Em comum, esses alimentos recebem um elemento que pode realçar o sabor, mas, em excesso, trazer problemas para a saúde: o sal. No entanto, não é necessário cortá-lo das preparações para evitar complicações, como a hipertensão. Medir a quantidade que é usada, apostar em temperos e investir em técnicas para manter o gosto dos alimentos são alternativas para reduzir o consumo de sódio.

“No Brasil, mais de 70% do excesso de sal que é consumido vem do sal de adição e a maior culpa é do cloreto de sódio, o sal de cozinha que é acrescentado nos alimentos. As pessoas têm de trabalhar em paralelo a redução do consumo e o hábito alimentar saudável, com a inclusão de frutas e vegetais, que ajudam a eliminar o sódio pela urina”, explica Marcia Gowdak, diretora científica do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e nutricionista responsável pelo Departamento de Nutrição da SBH (Sociedade Brasileira de Hipertensão).

Ela recomenda que as pessoas retirem o saleiro da mesa para evitar colocar mais sal que o necessário nos alimentos. “É importante quantificar quanto se coloca de sal nas preparações. A recomendação é de consumir cinco gramas de sal por dia, lembrando que dois gramas já estão presentes naturalmente nos alimentos. Três gramas são equivalentes a três colheres de café”, ensina.

Molho à bolonhesa, sopa de legumes, salada de batata, strogonoff e feijoada completam a lista. Chef Brasil para a Unilever, Natália dos Santos diz que fazer uma redução gradativa na quantidade colocada nos pratos ajuda no processo de redução do consumo de sódio.

“O brasileiro consome mais sal do que é recomendado. Até no doce ele é usado para realçar o sabor. Mas, diminuindo a quantidade, é possível reeducar o paladar. E devemos sempre provar a comida e ver se não está faltando algum tempero antes de colocar mais sal. Experimentar é a palavra-chave.”

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