Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

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Brasil Ministério da Saúde vai implementar no País barreiras sanitárias em portos e aeroportos para prevenir a entrada de novas variantes do coronavírus

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Governo federal enviará 600 mil testes rápidos para o Maranhão.

Foto: Reprodução
Entre as pessoas infectadas no Rio Grande do Sul, 2.414.273 (97% dos casos) já se recuperaram da doença. (Foto: Reprodução)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o governo vai implementar barreiras sanitárias em portos, aeroportos, rodoviárias e rodovias para conter a entrada da variante indiana do coronavírus e outras possíveis variantes.

Os primeiros casos foram identificados no Maranhão, e a primeira medida anunciada pela pasta será de enviar 600 mil testes rápidos para o estado com o objetivo de acompanhar uma possível disseminação da nova variante.

De acordo com o ministro da Saúde, os passageiros que passarem por aeroportos ou pelas fronteiras do estado precisarão fazer o teste rápido.

“Qualquer passageiro que tiver teste rápido positivo fará RT-PCR com a pesquisa também genômica no intuito de detectarmos a possibilidade da variante indiana. Estamos atentos também a possíveis casos que podem surgir em outros estados, e a conduta será a mesma”, explicou Queiroga.

Rodrigo Otávio Cruz, secretário executivo do Ministério, explicou que a pasta está seguindo uma estratégia de busca ativa dos casos. “A ideia é que a gente faça uma busca ativa em locais de circulação e pontos de saída buscando pessoas sintomáticas e assintomáticas”, disse.

Queiroga disse que não há indícios de transmissão comunitária da variante indiana, mas que a pasta faz monitoramento. “Mas antes da vedação dos indianos no Brasil chegavam pessoas da Índia. Estamos buscando tudo isso para avaliar esses casos e conter uma possível transmissão comunitária desse vírus”, afirmou.

A decisão foi anunciada após uma reunião do ministro com o secretário de Saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido. No encontro, o secretário sugeriu um plano de ações que incluía a instalação de barreiras sanitárias e triagem de pessoas provenientes do Maranhão e da Argentina, onde a nova variante já foi identificada.

O ministro citou esse encontro durante a entrevista coletiva, e disse que também conversou com o secretário de Saúde da cidade do Rio de Janeiro, Daniel Soranz.

Expansão

Transportes com origem do Maranhão também serão monitorados no Terminal do Tietê, em São Paulo, e nas rodovias Fernão Dias e Dutra.

O secretário executivo do ministério afirmou que a ideia é que essa estratégia se expanda para outros municípios. “As equipes de saúde farão uma triagem dos passageiros, dos grandes equipamentos de movimentação de pessoas. A gente vai buscar as pessoas sintomáticas e assintomáticas para fazer o teste, em caso de resultado positivo se isola e vai investigar pra ver se o vírus corresponde a uma variante indiana”.

O Brasil chegou a suspender voos da Índia na semana passada, após recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Voos de origem na Inglaterra, Irlanda do Norte e África do Sul também estão suspensos porque a variante também foi identificada nesses países.

O ministro afirmou que a distribuição dos 2,4 milhões de testes que a pasta tem vai começar com prioridade no Maranhão, devido ao caso da variante indiana, e também a regiões de fronteira e aeroportos.

Nesta segunda-feira (24), haverá reunião com representantes do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (Conass e Conasem) com a pasta para definir parâmetros para a distribuição mais ampliada de testes.

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