Segunda-feira, 20 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 15 de abril de 2016
A força-tarefa do MPF (Ministério Público Federal) investiga negócios entre o grupo mexicano Elektra e a JD Consultoria, do ex-ministro José Dirceu, condenado no mensalão e réu na Operação Lava-Jato. O grupo, que reúne as lojas Elektra e o Banco Azteca, fez pagamentos de 1,7 milhão de reais à consultoria de Dirceu, a JD, por meio de operações de câmbio originárias de agências bancárias em Nova York (EUA), de acordo com documento do MPF.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Azteca em janeiro passado por “comprometimento da situação econômico financeira, existência de graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a atividade da instituição e ocorrência de prejuízos, sujeitando os credores a risco anormal”. No último dia 6, nomeou comissão de inquérito para investigar a atuação do Azteca no Brasil.
Em seu comunicado a investidores, também em janeiro, o Grupo Elektra informou que começara o processo de retirada de suas operações no Brasil em 2015 e que, “para finalizar o fechamento”, o Banco Central do Brasil havia iniciado “processo de liquidação extrajudicial”. A nota afirma que as operações no Brasil representavam apenas 0,3% do total do grupo. (Cleide Carvalho/AG)
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