Terça-feira, 16 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 15 de abril de 2016
O ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo disse, nesta sexta-feira, que a propina paga pela empresa ao PT incluiu até uma siderúrgica na Venezuela. Segundo ele, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto cobrou 1% do valor correspondente à participação brasileira no projeto, liderado pela Andrade.
O investimento total na usina foi de 1,8 bilhão de dólares, em valores de 2008, quando a construtora ganhou o contrato. Azevedo prestou depoimento na 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, onde corre ação contra a Andrade por acusação de pagamento de propina à Eletronuclear. Embora o tema da audiência fosse a Eletronuclear, Azevedo deu um panorama de como era a prática de pagamento de propina pela empresa.
Segundo o executivo, a prática era a cobrança pelo PT de 1% do valor dos contratos ganhos pela Andrade. No caso da siderúrgica da Venezuela, a companhia disputava o empreendimento com empresas italianas e que venceu a disputa após ajuda do ex-presidente Lula. “Estávamos disputando essa obra com a Itália. A Andrade conversou com o Lula, que pediu diretamente ao Chávez [ex-presidente da Venezuela] para que olhasse para o Brasil. Foi o que aconteceu. Mas não houve pedido do Lula [de propina]”, disse Azevedo. (Danielle Nogueira/AG)
Os comentários estão desativados.