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Brasil Ministério Público Federal investiga se o presidente da Câmara dos Deputados recebeu propina em 13 contas no exterior

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(Foto: André Coelho/AG)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é suspeito de ser beneficiário de depósitos em 13 contas bancárias no exterior, principalmente na Suíça. Essa é a quantidade de contas sob investigação em inquéritos abertos no STF (Supremo Tribunal Federal). Até agora, o MPF (Ministério Público Federal) denunciou o deputado – no dia 3 de março – por supostamente receber dinheiro em quatro contas bancárias na Suíça, quantia que seria propina do esquema de desvios na Petrobras.

Em outro inquérito, aberto a partir das delações e de provas apresentadas pelos donos da Carioca Engenharia, a suspeita é de que mais nove contas bancárias fora do País serviram para pagamento de propina a Cunha, devido a um suposto esquema de corrupção nas obras do Porto Maravilha, no Rio. Os delatores dividiram essas contas em dois grupos: o primeiro, com cinco contas, teve “com certeza” o presidente da Câmara como beneficiário, conforme os depoimentos; o segundo, com quatro contas, “com altíssima probabilidade” beneficiou o deputado.

A suposta propina destinada a essas nove contas bancárias no exterior soma 4,68 milhões de dólares (17 milhões de reais). Fontes com acesso ao caso acreditam que essas contas não estejam em nome do deputado, mas de laranjas, terceiros ou mesmo de outros políticos.

Ao todo, Cunha é alvo de três frentes de investigação na Lava-Jato. Na primeira, o Supremo aceitou por unanimidade a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e transformou o deputado em réu em uma ação penal. A suspeita é de recebimento de pelo menos 5 milhões de dólares em propina a partir do contrato de aluguel de navios-sonda pela Petrobras.

A segunda frente é o inquérito sobre as quatro contas na Suíça. Cunha já foi denunciado, e Janot pediu para a mulher dele, Cláudia Cruz, e a filha, Danielle Cunha, serem investigadas na Justiça Federal no Paraná, por não terem foro privilegiado. O terceiro inquérito, autorizado pelo STF nesta semana, investiga o pagamento de propina e as transações no exterior mencionados pelos donos da Carioca Engenharia. (Vinícius Sassini/AG) 

 

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