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Geral Ministério Público oferece mais cinco denúncias contra médico acusado de estuprar pacientes em Goiás

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Médico foi denunciado por nove mulheres, que serão indenizadas. (Foto: Reprodução)

O MP-GO (Ministério Público de Goiás) ofereceu na terça-feira (30) mais cinco denúncias contra o médico ginecologista Nicodemos Junior Estanislau Morais por crimes sexuais. Outras duas denúncias já haviam sido oferecidas em outubro contra o acusado, uma em Anápolis e outra em Abadiânia.

As denúncias de terça referem-se a 42 vítimas. O MP-GO concluiu que 39 delas foram vítimas de estupro, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal (CP), parágrafo 1º, com penas que variam de 8 a 15 anos de reclusão. As outras 3 mulheres foram vítimas de violação sexual, definido no artigo 215 do CP, com penas de 2 a 6 anos de prisão.

Foram analisados os relatos de todas as mulheres que noticiaram o ocorrido à Delegacia da Mulher de Anápolis. Das 51 vítimas que relataram na Polícia Civil o que passaram dentro do consultório médico, o MP-GO ouviu novamente 38 delas.

Em 6 dos casos registrados na delegacia, a conclusão dos membros do MP foi de que não houve nenhum crime, tendo sido requerido o arquivamento destes casos.

A estimativa dos promotores de Justiça é que, caso condenado em todos os processos, a soma das penas que podem ser aplicadas ao médico alcançaria patamar superior a 300 anos.

Bloqueio de bens e valores

Nas cinco denúncias, o MP-GO pediu também a decretação da prisão do médico e a tramitação dos feitos em segredo de justiça. Além disso, foi requerido o bloqueio de bens e valores do ginecologista em R$ 100 mil para cada vítima, a fim de assegurar futuro ressarcimento pelos prejuízos morais causados às mulheres.

Assinam as denúncias os promotores de Justiça Camila Fernandes Mendonça, Yashmin Crispim Baiocchi de Paula e Toledo, Denis Augusto Bimbati Marques, Luís Guilherme Martinhão Gimenes e Luciano Miranda Meireles.

O médico foi solto em 4 de outubro por decisão da Justiça e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. No entanto, mais vítimas de Abadiânia registraram ocorrência e ele foi preso novamente quatro dias depois.

O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) interditou o registro do ginecologista por seis meses, podendo ser prorrogado por igual período. Desta forma, ele fica impedido de exercer a profissão no país.

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