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Brasil O Ministério Público Federal pede busca e apreensão da tornozeleira eletrônica cedida para o ex-deputado da mala

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Rocha Loures foi flagrado com uma mala com R$ 500 mil. (Foto: AG)

O promotor de Justiça Fernando Krebs protocolou, nesta quinta-feira (13), ação de busca e apreensão da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-deputado federal Rodrigo Santos da Rocha Loures (PMDB-PR). O pedido foi feito após a instauração de inquérito pelo MP (Ministério Público) de Goiás para apurar se o político foi privilegiado ao receber o equipamento em Goiânia (GO).

O aparelho foi cedido pela Secretaria da Segurança Pública e pela Administração Penitenciária do Estado de Goiás. A ação foi protocolada às 10h desta quinta-feira, destinada à 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual, ao juiz Reinaldo Alves Ferreira. “Devido a um problema no sistema, nós protocolamos agora há pouco. Agora, o juiz deve deve ouvir o Estado em 72 horas, depois que ele priorizar o despacho. Depois disso, ele deve apreciar o pedido de busca e apreensão da tornozeleira”, afirmou o promotor.

A tornozeleira eletrônica usada por Loures foi cedida no dia 1º de julho. O ex-deputado estava preso desde o dia 3 de junho, quando foi flagrado pela PF recebendo uma mala, em São Paulo, com R$ 500 mil, que, segundo delatores da JBS, tratava-se dinheiro de propina.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin mandou soltá-lo, mediante o monitoramento, mas a Polícia Federal disse não ter o dispositivo disponível. Por isso, o equipamento foi cedido pelo Estado de Goiás.

Depoimento

Krebs chegou a ouvir o superintendente de Administração Penitenciária, coronel Victor Dragalzew, no MP-GO na última terça-feira (11). Após ser ouvido, o coronel declarou apenas que, “se houver irregularidade no empréstimo, a gente vai desfazer”. Porém, o MP-GO liberou o teor da declaração. Segundo o documento, Dragalzew disse que não sabia quem receberia o equipamento.

O superintendente explicou ao promotor como ocorreu o pedido. “Depoente disse que recebeu um telefonema do coronel Jefferson, o qual ocupa cargo de direção no Depen, que posteriormente foi enviado um ofício da Polícia Federal, do delegado Cairo, salvo engano, o qual solicitou formalmente uma tonozeleira emprestada, bem como o monitoramento da mesma”, diz o termo.

Conforme o depoimento de Dragalzew, o Departamento Penitenciário afirmou que enviaria um ofício com a solicitação, mas não o recebeu até a última sexta-feira (05). O coronel também supôs que o empréstimo seria por dois meses, visto que o Distrito Federal estaria com uma licitação em curso, já na fase final.

O promotor Krebs já havia enviado ofício à Procuradoria-Geral da República para informar sobre o inquérito instaurado. No documento, ele expressa sua suspeita de que Rocha Loures não estivesse sendo monitorado. O governo de Goiás rebateu informando que o ex-deputado está sim sendo vigiado por meio de satélites, assim como todos os demais presos. (AG)

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