Quarta-feira, 03 de Junho de 2020

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Brasil Ministério Público quer mais de 30 anos de prisão para José Dirceu

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Além da penalização pelos crimes, procuradores pedem o ressarcimento de 60 milhões de reais. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Abr)

O MPF (Ministério Público Federal) defendeu nesta sexta-feira (04) que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, denunciado por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, seja condenado a mais de 30 anos de prisão por ter montado um esquema de arrecadação de propina junto a empreiteiras a partir de contratos simulados de consultoria. A Polícia Federal não descarta que ele esteja envolvido em outros crimes e possa, no futuro, ser novamente denunciado. As suspeitas na denúncia apresentada nesta sexta-feira são que Dirceu recebeu 11,8 milhões de reais em propina.

“Nossa expectativa é que uma pessoa que tenha praticado crimes tão graves tenha, sim, uma pena superior a 30 anos. Temos uma pessoa que foi a número dois do País envolvida no esquema de corrupção. Foi um capitalismo de compadrio”, afirmou o coordenador da força-tarefa do MPF, Deltan Dallagnol. “Houve exercício do poder para fins particulares.”

Conforme as investigações, o esquema de Dirceu investigado pela Operação Lava-Jato movimentou cerca de 60 milhões de reais em corrupção e 64 milhões de reais em lavagem de dinheiro. O MPF calcula que houve 129 atos de corrupção ativa e 31 de corrupção passiva entre 2004 e 2011, além de 684 atos de lavagem de dinheiro entre 2005 e 2014.

Os investigadores consideram que Dirceu é um criminoso reincidente, porque praticou crimes depois de o processo do mensalão já ter sido concluído. É possível que a Justiça imponha ao petista também o agravante de maus antecedentes, já que, segundo o procurador da República Roberson Pozzobon, ele tomou parte em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro pelo menos desde 2006, quando passou a receber dinheiro sujo de empreiteiras. A reincidência e os maus antecedentes são fatores considerados pela Justiça para aumentar a pena do suspeito em caso de condenação. Além da penalização pelos ilícitos, os procuradores pedem o ressarcimento de 60 milhões de reais.

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