Sexta-feira, 19 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2017
As investigações das negociações que o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Ricardo Teixeira fez durante seu período à frente da entidade não ficarão restritas ao exterior. O MPF (Ministério Público Federal) solicitará à Espanha todos os documentos e provas nos quais o ex-dirigente foi citado durante a investigação sobre Sandro Rosell.
Presidente da CBF entre 1989 e 2012, Teixeira é apontado como sócio do ex-dirigente do Barcelona em um esquema de propina. O cartola brasileiro teria desviado, ao lado de Rosell, 8 milhões de euros, o equivalente a cerca de milhões de reais.
Sandro Rosell foi preso no início desta semana por “formar uma organização criminosa para arrecadar e lavar dinheiro da venda de direitos obre a seleção de futebol do Brasil”.
Em 2006, a CBF vendeu os direitos comerciais de 24 partidas amistosas da seleção brasileira para a empresa saudita ISE. Teixeira e Rosell, sempre segundo a acusação das autoridades espanholas, criaram uma série de empresas em paraísos fiscais para receber comissões milionárias referentes a esse contrato.
Na prática, os investigadores espanhóis acusam Ricardo Teixeira de embolsar – “sem o conhecimento da CBF” – dinheiro que seria do futebol brasileiro. O cartola também está indiciado no “caso Fifa” que corre nos EUA e não sai do Brasil desde 2015. Caso deixe o país, Teixeira corre risco de ser preso e extraditado para os EUA.
Há outros dois dirigentes citados na investigação espanhola: os dois sucessores de Teixeira. José Maria Marin, presidente da CBF entre 2012 e 2015, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, são identificados como supostos beneficiários de uma propina de 1 milhão de dólares paga pela empresa de marketing esportivo Klefer, do empresário Kléber Leite (ex-presidente do Flamengo). Os dois negam a acusação. A defesa de Leite pediu mais tempo para responder. Os advogados de Ricardo Teixeira não foram localizados.
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