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Política Ministra Cármen Lúcia diz que é preciso mais mulheres no Legislativo para se ter magistradas no Supremo

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A ministra ainda falou sobre democracia, que afirmou ser “uma forma de viver”.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ministra ainda falou sobre democracia, que afirmou ser “uma forma de viver”. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A ministra Cármen Lúcia afirmou que, para se ter mais mulheres no Supremo Tribunal Federal, é preciso aumentar o número de deputadas e senadoras. A fala aconteceu em um evento no Estado do Rio de Janeiro. Perguntada sobre o fato de ser atualmente a única mulher no Supremo, e a segunda da história, a ministra respondeu acreditar que vai chegar um momento em que haverá um número muito mais significativo de mulheres no STF.

Mas ela frisou que é preciso olhar para os Poderes de forma conjunta para que isso aconteça, e citou o peso do diálogo entre o Legislativo e o Executivo para a escolha de quem será nomeado ao Supremo, destacando a baixa presença feminina nas casas legislativas.

“Para falar sobre isso, os contatos entre os Poderes, principalmente Legislativo e Executivo, nós precisamos de uma maior representação no Legislativo. Nós temos, estou repetindo, vinte e poucos por cento de deputadas no Congresso Nacional, de 513, com a vastíssima produção das valorosas deputadas que lá estão. Isso está na mão do povo. Isso vai pela mão do povo. Então, você olhar depois só para o Supremo, como se fosse um Poder isolado. Os Poderes são independentes, mas interdependentes também”, disse.

Embora evite polêmicas, em sua passagem pela feira literária Cármen Lúcia deixou transparecer algumas de suas preocupações, como as tentativas de restringir os votos das mulheres.

“A senhora vai votar, né? Estão querendo acabar até com nosso direito de voto”, disse a ministra ao ser abordada pela professora de matemática aposentada Aricleia, a Teteia, de 90 anos.

A ministra ainda falou sobre democracia, que afirmou ser “uma forma de viver”. Cármen Lúcia frisou que a Constituição atual , apesar de ter defeitos “como qualquer outra”, não garante apenas a liberdade, mas também um processo de libertação, com uma Justiça em aberto, sendo construída e reconstruída com a sociedade.

Cármen Lúcia citou o 8 de Janeiro e foi aplaudida ao dizer que um golpe de Estado falhou.

“Ela nos deu algo completamente diferente do que era a nossa experiência, para depois chegar… Porque nós chegamos a oito de janeiro e, no ano passado, a completar o julgamento pela primeira vez de quem teve um golpe de Estado que, por pouco, não conseguiu”, falou.

A aposentadoria de Cármen Lúcia do Supremo está prevista para 2029, caso não decida antecipá-la. (Com informações dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo)

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