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Saúde Ministra da Saúde pede que prefeitos e governadores reforcem ações contra a dengue

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Nísia Trindade informou que a vacinação será "progressiva" por conta do "número limitado" de doses produzidas pelo laboratório fabricante. (Foto: Matheus Brasil/MS)

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, fez um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, na noite de terça-feira (6), em meio à escalada da epidemia de dengue que afeta várias regiões do país. Na mensagem, a ministra pediu ajuda de prefeitos, governadores e cidadãos por uma “mobilização nacional” contra focos de transmissão e destacou o fato de o Sistema Único de Saúde (SUS) ser o primeiro sistema público de saúde a incorporar a vacina contra a doença.

Por outro lado, a ministra informou que a vacinação será “progressiva” por conta do “número limitado” de doses produzidas pelo laboratório fabricante.

“Após 40 anos de enfrentamento a epidemias de dengue, temos, agora, uma importante conquista da ciência e da saúde: a vacina. O Brasil é o primeiro país a incorporar ao sistema público de saúde, o SUS, uma vacina para dengue”, disse. Segundo a ministra, já está autorizado por exemplo a vacinação de crianças entre 10 e 14 anos.

“A vacinação se dará de forma progressiva, dado o número limitado de doses produzidas pelo laboratório fabricante. Os critérios para distribuição inicial para um grupo de municípios foram baseados na incidência da doença e definidos pelo Ministério da Saúde e pelos conselhos nacionais de secretários de saúde de Estados e municípios. Dentre o grupo para o qual a vacina foi autorizada, serão imunizadas as crianças entre 10 e 14 anos”, complementou.

Ao pedir empenho de municípios e Estados, Nísia disse que o ministério ampliou para R$ 1,5 bilhão o repasse de recursos para prefeitos e governadores com esse objetivo.

“Essa situação exige ações adicionais do governo federal, dos governadores, dos prefeitos e de toda a população. Este é o momento de intensificar os cuidados e a prevenção. Agora é hora de todo o Brasil se unir contra a dengue. O Ministério da Saúde está dando total prioridade para essa ação. Ampliamos em R$ 1,5 bilhão o repasse de recursos para Estados e municípios”, explicou.

Neste mesmo sentido, ela defendeu que “ações isoladas” não serão suficientes para frear a disseminação da dengue. “Para prevenir a dengue e cuidar da população, é necessário reforçar a união do governo federal com governadores e prefeitos. É fundamental a participação de toda a sociedade. Nenhuma ação isolada será suficiente”, argumentou.

“Convoco todos e todas para uma mobilização nacional, dos governos e de toda a sociedade, para que juntos enfrentemos os atuais surtos e, em breve, possamos fazer com que a dengue seja uma doença do passado”, emendou.

Apelo aos cidadãos

Além disso, a ministra defendeu que os cidadãos têm “papel decisivo nessa prevenção”. “Precisamos redobrar os cuidados com as nossas casas e em volta delas. Cerca de 75% dos focos estão dentro de casa. Vamos tampar as caixas d’água, descartar o lixo corretamente, manter as vasilhas de água dos animais sempre limpas, guardar garrafas e pneus em locais cobertos, retirar água acumulada dos vasos e plantas”, disse.

Por fim, ela pediu que pessoas com sintomas procurem atendimento especializado. “Se você tiver algum sintoma, como febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, dores musculares intensas e atrás dos olhos, procure um serviço de saúde. Comece você mesmo a se proteger, bebendo bastante líquido”, concluiu.

A doença já matou ao menos 29 pessoas no país desde o início do ano, com mais 173 mortes suspeitas e aproximadamente 260 mil casos prováveis. De acordo com o Planalto, uma primeira remessa de 757 mil doses da vacina já chegou ao país, e outras 5,2 milhões já foram adquiridas pelo Ministério da Saúde para este ano. Para o ano que vem, outras 9 milhões de doses estão contratadas. As informações são do jornal Valor Econômico.

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