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Política A ministra Damares abandona a reunião de conselho da ONU em protesto contra a Venezuela

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O protesto da ministra foi filmado por sua assessoria de imprensa. (Foto: Reprodução)

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, se retirou de uma reunião da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta terça-feira (25) assim que um membro do regime venezuelano ganhou a palavra. Nas redes sociais, a ministra publicou um vídeo que a mostra se levantando e saindo da sala acompanhada de seus assessores. Ela chamou o regime de Nicolás Maduro de ditadura. As informações são dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo.

A ministra planejou o protesto. Ela entrou na sala apenas minutos antes do início do discurso Arreaza e abandonou o local assim que o representante venezuelano começou a falar. O protesto da ministra foi filmado por sua assessoria de imprensa.

“Não daremos palanque a regime ilegítimo e sanguinário. Chega. O povo venezuelano não aguenta mais. As crianças daquele país pedem socorro”, afirmou Damares em texto publicado na internet.

O Brasil não reconhece o governo de Maduro e dá apoio a Juan Guaidó, opositor e autoproclamado presidente da Venezuela.

A ministra chefia a delegação brasileira na sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra (na Suíça). A reunião, um encontro de líderes internacionais sobre o tema, tem participação de mais de cem autoridades da área.

Discurso

Em seu discurso na segunda-feira (24), Damares já havia atacado o governo de Maduro. O protesto contra o regime venezuelano acontece enquanto há uma pressão de grupos de direitos humanos sobre o tema também dentro do Brasil.

Ela disse que o Brasil atendeu a mais de um milhão de cidadãos daquele país que buscavam refúgio em razão da crise humanitária.

“Estamos particularmente preocupados com as centenas de crianças que chegam desacompanhadas ao Brasil. Elas precisam de uma perspectiva de vida livre e saudável, algo que lhes foi violentamente retirado pelo regime ilegítimo e autoritário de Nicolás Maduro. Reitero, com tristeza, nossa preocupação com as persistentes e sérias violações de direitos humanos cometidas na Venezuela”, disse a ministra.

Neste mês, as organizações da sociedade civil Conectas, Artigo 19 e IBCCrim divulgaram o envio de apelo à ONU para o Brasil cobrar dos governos estaduais um maior compromisso com a garantia de direitos constitucionais como a livre manifestação em protestos.

 

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