Quarta-feira, 08 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de janeiro de 2023
A posse das ministras Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Anielle Franco (Igualdade Racial) nessa quarta-feira (11) no Palácio do Planalto se transformou em um ato político contra bolsonaristas e os manifestantes extremistas que invadiram a sede dos Três Poderes no último domingo (8). O evento encerrou o ciclo de posse dos 37 ministros do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente da República.
Primeira a discursar, Guajajara reforçou a missão em demarcar territórios indígenas e ampliar a cobertura de saúde nas regiões. A cerimônia contou com a presença de outros ministros, de Lula, acompanhado da primeira-dama, Janja, e da ex-presidenta Dilma Rousseff. Guajajara citou os retrocessos do governo Jair Bolsonaro, e afirmou que haverá “resistência”.
“[O ato de posse] É o mais legítimo símbolo dessa resistência secular preta e indígena do nosso Brasil. Estamos aqui hoje, nesse ato de coragem, para mostrar que destruir essa estrutura do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional não vai destruir a nossa democracia”, disse ela, que acrescentou: “E aqui, Sônia Guajajara e Anielle Franco convocam todas as mulheres do Brasil para dizermos juntas: nunca mais vamos permitir um outro golpe no nosso País.”
Logo em seguida, ela puxou um grito de guerra, repetido pela plateia:
“Sem anistia!”
As prioridades da pasta são questões como o desmatamento, o garimpo ilegal e a grilagem de terras. E a ministra Guajajara anunciou a recriação do Conselho Nacional de Política Indigenista, que garante a participação paritária entre representações indígenas de todo o território brasileiro.
O secretariado do ministério será 100% indígena: Eloy Terena será secretário executivo; Jozi Kaigang, chefe de Gabinete; Eunice Kerexu, secretária de Direitos Ambientais e Territoriais; Ceiça Pitaguary, secretária de Gestão Ambiental e Territorial Indígena; Juma Xipaia, secretária de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas; e Marcos Xucuru, assessor especial do MPI.
Crise humanitária
O trabalho será feito em parceria com outros ministérios, como o do da Saúde, que irá atuar em conjunto nas políticas de saúde indígena. Guajajara afirmou existir uma crise humanitária na terra indígena Yanomami. Os casos de intoxicação provocados pelo mercúrio do garimpo, o aumento da insegurança alimentar e a precarização dos serviços de saúde preocupam o novo governo. A ministra realizou, na última semana, um encontro com a Saúde e com lideranças do povo Yanomami.
“Não é mais tolerável aceitar políticas públicas inadequadas aos corpos indígenas. O desafio é tremendo. As políticas indígenas são transversais e necessitam do apoio e diálogo das diversas áreas”, destacou.
Anielle
Irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio em 2018, a jornalista e ativista Anielle Franco tomou posse como ministra no Ministério da Igualdade Racial. No discurso, ela se comprometeu a fortalecer a Lei de Cotas, aumentar a presença de servidores públicos negros em cargos altos e lançar ações com outras pastas para redução da letalidade contra a juventude preta.
Das mais de 30 cerimônias, a posse de Guajajara e Anielle foi a segunda a ter a presença do chefe do Executivo. Antes, Lula havia prestigiado o vice-presidente Geraldo Alckmin, nomeado no dia 3 no Ministério da Indústria e Comércio.
A nova gestão traçou cinco medidas prioritárias: fortalecer a Lei de Cotas e ampliar a presença de jovens negros e pobres nas universidades públicas, aumentar o número de servidores negros em cargos de tomada de decisão, melhorar a política nacional de saúde integral da população negra, retomar programas para comunidades quilombolas e ciganas e relançar o plano juventude negra viva, com foco na diminuição da mortalidade de jovens pretos e pardos.
Lula aproveitou a cerimônia para sancionar lei que tipifica injúria racial como crime de racismo. O que diferencia os crimes é o direcionamento da conduta: enquanto a injúria racial caracteriza ofensa direcionada a uma pessoa, no crime de racismo, a ofensa é contra uma coletividade. Até então, os dois atos possuíam penalidades diferentes, sendo o racismo inafiançável.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Óbvio que marginais golpistas bolsonaristas fascistas não devem ser anistiados. Devem pagar por seus crimes. Ninguém ali estava ingênuo na história. Marginais
Este grito é ato antidemocrátido e incita ao ódio.
O poder público não vai agir para garantir a paz para a nação?
Trata-se de incitação ao ódio?
Também é provocação e desrespeito.
Desta maneira não haverá paz no Brasil.
Ninguém da justiça irá se manifestar?
O juiz era ladrão
https://noticias.uol.com.br/…/extremista-mourao…
Só uma pergunta: o chefe dela não deveria estar preso? Foi condenado a 12 anos de prisão.
Todos tem de pagar por pregar golpe de estado no Brasil. Não interessa se é simples cidadão, general, senador, deputado ou qualquer um…viu???
https://noticias.uol.com.br/…/extremista-mourao…
No caso do “ódio do bem”, marca registrada do lulopetismo, não tem problema ??
Em 2020 o “cumpanhero” Zé Dirceu falava ao jornal El Pais em “tomar o poder”, mas não foi tratado como golpista, fascista, terrorista…
Esse é o TIPO de gente que está no poder,tá tudo “ARMADO” essa Índia “guaraná” vai levar quanto?estão de olho no que esta abaixo da floresta,e pelo jeito o CHEFE da quadrilha vai levar o dele tbm.
E a guaraná vem falar em retrocesso,tá de brincadeira.
Concordo. Sem anistia para ninguém
https://noticias.uol.com.br/…/gsi-dispensou-reforco-de…