Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de fevereiro de 2023
A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, foi resgatada na tarde de segunda-feira (20) por um helicóptero das Forças Armadas. Ela estava com a família em São Sebastião, litoral norte de São Paulo – uma das regiões mais atingidas pelas chuvas –, onde ficou ilhada e foi então resgatada pelos militares.
“A ministra agradece o trabalho dos militares que a deslocaram até uma área segura do município de São Sebastião, para que de lá ela pudesse se dirigir até a capital paulista”, diz em nota o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. “Esther Dweck agora se soma aos esforços de Governo para planejar e executar medidas emergenciais em favor da população atingida.”
O temporal inundou casas, interditou rodovias e provocou deslizamentos em Ubatuba, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Bertioga, fazendo dezenas de vítimas. A Defesa Civil decretou estado de calamidade pública após mais de 600 milímetros de chuva em 24 horas.
“Toda solidariedade às famílias atingidas e que perderam familiares pelas fortes chuvas no litoral Norte de São Paulo, especialmente no município de São Sebastião. Agradeço aos homens e mulheres do Comando Militar do Sudeste que, em parceria com outros órgãos, estão atuando no resgate de vítimas. Hoje resgataram algumas famílias com crianças, idosos e grávidas das áreas isoladas, dentre elas, minha família”, escreveu a ministra no Twitter.
“A união das três esferas de governo está sendo essencial no enfrentamento da tragédia. A prioridade é salvar vidas e desobstruir vias de acesso. A Secretaria de Patrimônio da União e todo o governo estão em diálogo com poderes locais oferecendo pleno apoio a todas as medidas”, concluiu Esther.
Moradores de Boiçucanga, bairro fortemente afetado pelo temporal do fim de semana em São Sebastião, no litoral norte paulista, estão sem água para beber. Para garantir o abastecimento da população, a associação de pescadores local se organizou para transportar garrafas de água até a comunidade.
“Estamos há quatro dias sem água. Nós temos que pegar água em Barra do Una [outra comunidade do município] para transportar para Boiçucanga e distribuir. Hoje, voltou um pouquinho de água, mas água barrenta”, explica o marinheiro Rivelino Rodrigues, que tinha acabado de chegar ao bairro com um dos carregamentos.
Das torneiras, a água sai marrom, cheia de terra dos deslizamentos.
Com a falta de água potável, alguns comerciantes tentaram se aproveitar da situação. “Os comerciantes estão alugando barcos de Barra de Una para Boiçucanga e vendendo a água por um absurdo”, diz.
Um grupo de turistas confirmou que havia quem quisesse cobrar R$ 98 por um galão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Brasil.
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