Segunda-feira, 25 de maio de 2026

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Política Ministra Marina Silva volta ao Congresso e é alvo de novos ataques de parlamentares

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A ministra, por sua vez, afirmou que aprendeu que é "melhor receber injustiça" que "praticar injustiça".

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A ministra, por sua vez, afirmou que aprendeu que é "melhor receber injustiça" que "praticar injustiça". (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, foi alvo de novos ataques por parte de parlamentares nesta quarta-feira (2) ao voltar ao Congresso para prestar esclarecimentos sobre queimadas e desmatamentos.

Marina foi convocada para falar na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. O deputado Evair Vieira Melo (PP-ES) afirmou que Marina faz um “adestramento” de esquerda e tem discurso golpista que “vale para um lado e não vale para outro”.

“A senhora tem dificuldades com o agronegócio, porque a senhora nunca trabalhou, a senhora nunca produziu, não sabe o que é prosperidade construída pelo trabalho. Todo mundo sabe, o mundo sabe que a senhora tem um discurso alinhado com essas ONGs internacionais”, afirmou o parlamentar.

Em outro momento, o mesmo deputado chamou Marina de mal-educada. A ministra, por sua vez, afirmou que aprendeu que é “melhor receber injustiça” que “praticar injustiça”. E também mencionou estar tranquila.

“Eu fiz uma longa oração. E eu pedi a Deus que me desse muita calma, muita tranquilidade, porque eu sabia que depois do que aconteceu, aqueles que gostam de abrir a porteira para o negacionismo, para a destruição do meio ambiente, para o machismo, para o racismo[…], as pessoas iam achar muito normal fazer o que está acontecendo aqui no nível piorado, mas acho que Deus me ouviu e eu estou em paz”, afirmou a ministra.

“Eu estou em paz, porque tem uma palavra que eu repito sempre o que eu aprendi com o apóstolo Paulo que diz o seguinte: ‘É preferível sofrer injustiça do que praticar uma injustiça’. E eu prefiro sofrer injustiças do que praticá-las, porque quando você pratica uma injustiça pode ter certeza que um dia a reparação virá. Quando você é injustiçado, a justiça virá”, completou.

Outros deputados afirmaram que Marina é uma “vergonha como ministra” e que deveria “pedir demissão”.

Críticas

Já o presidente da comissão de Agricultura, Rodolfo Nogueira (PL-MS), afirmou que Marina se apresenta como um símbolo de defesa ambiental, mas é protagonista de um dos capítulos mais desastrosos da política ambiental.

“A senhora, que fez a sua carreira, se apresentando como símbolo da defesa ambiental, protagoniza hoje um dos capítulos mais contraditórios e desastrosos da política ambiental brasileira. Sob sua gestão, o desmatamento na Amazônia aumentou 482%”, afirmou.

“Ao contrário da narrativa da senhora, de que hoje a culpa do desmatamento não é mais do Bolsonaro e a culpa dos incêndios das queimadas, do aumento das queimadas, não são mais culpa do presidente Bolsonaro, a culpa hoje é de São Pedro”, prosseguiu.

Ofensas no Senado

No fim de maio, a ministra abandonou uma audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, à qual ela havia sido chamada para falar da criação de áreas de conservação na região Norte, após ser alvo de declarações de senadores consideradas machistas e ofensivas.

Na ocasião, o senador Plínio Valério (PSDB-AM), ao cumprimentar Marina, afirmou que desejava “separar a mulher da ministra”, porque a mulher “merecia respeito” e a ministra, não.

A ministra reagiu imediatamente, cobrando um pedido de desculpas. “Como eu fui convidada como ministra, ou ele me pede desculpas ou eu vou me retirar. Se, como ministra, ele não me respeita, vou me retirar”, disse Marina. Diante da recusa do parlamentar em se retratar, ela deixou a sessão.

 

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Felix Etchegaray
2 de julho de 2025 22:51

por que um diputado se apresenta como ” capitao”,”delegado” ,sargento” ” coronel” ,etc.Será que é para dar medo mesmo?

Luiz Antônio Alves
3 de julho de 2025 12:29

a gente nota quando a redação tem baixo nível… crítica não é ataque.

Vanderlei Ochoa
3 de julho de 2025 12:57

Os marginais da direita golpista sempre. Outra mulheres é contra o povo brasileiro. Trabalham para o AGRO

Vanderlei Stefani
3 de julho de 2025 14:30

Brasil reduz em 66% áreas queimadas no primeiro semestre e alcança menor número de focos de calor desde 2018
Pantanal liderou a redução, com 97,8% a menos de áreas queimadas, seguido pela Amazônia

Joel Ferreira
3 de julho de 2025 18:21

Tá e a matéria, onde está? Nem uma única informação, resposta ou questionamento? Se em maio, o deputado disse que a respeitava como mulher, mas, por seu desempenho, como ministra não, onde está o machismo ou a ofensa? Por que estas palavras foram então incluídas no texto que estamos lendo e que tipo de serviço prestam e a quem? O país não pode criticar nem questionar eventual mal desempenho de nenhum servidor, se quer dos que ganham mais, se não o está ofendendo? Se, de verdade – o que não acredito que seja o caso, antes, que a notícia é… Leia mais »

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