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Política Ministro Barroso recebeu mensagens de lamento até de bolsonaristas por sua saída do Supremo

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Ministro anunciou saída da Corte na semana passada. (Foto: Antonio Augusto/STF)

Logo após anunciar sua saída do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira (9), o ministro Luís Roberto Barroso passou a receber diversas mensagens em seu celular. O conteúdo variava entre manifestações de surpresa, respeito e pesar pela decisão. Entre os remetentes, houve inclusive aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que demonstraram preocupação com a aposentadoria considerada “precoce” do ministro. A mensagem enviada por um desses interlocutores continha elogios à atuação de Barroso no STF e questionava a razão da saída antes da idade máxima permitida.

Em resposta, Barroso agradeceu a mensagem, afirmou que não é uma pessoa “apegada ao poder”, reforçou que está “certo da decisão” de se desligar do Supremo e afirmou que acredita ser o momento de “viver outras experiências”.

Segundo informações da colunista Bela Megale, do jornal O Globo, integrantes do grupo político bolsonarista reagiram com preocupação à saída do ministro. A principal razão é o fato de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá indicar mais um nome para a Corte, o terceiro durante o atual mandato. O nome mais cotado para a vaga é o do advogado-geral da União, Jorge Messias, considerado um desafeto ainda maior dos aliados do ex-presidente do que o próprio Barroso.

A avaliação entre parlamentares e apoiadores de Bolsonaro é de que, caso a indicação de Messias se confirme, o ambiente no STF se tornará ainda mais desfavorável aos interesses do grupo. Eles acreditam que Messias reforçará o que chamam de “ala dura” do Supremo, composta por ministros que adotam posições mais firmes em relação ao ex-presidente. Nessa ala estariam nomes como Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Barroso também protagonizou episódios que foram motivo de críticas entre bolsonaristas. Em uma participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, no mês passado, o ministro disse que se arrependeu de ter usado a frase “derrotar o bolsonarismo” durante um congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado em 2022, após o término das eleições presidenciais.

Outro momento de repercussão ocorreu em Nova York, quando Barroso e o ministro Alexandre de Moraes foram abordados por um homem que os seguia nas ruas e fazia perguntas sobre o sistema eleitoral brasileiro. Na ocasião, Barroso respondeu com a frase “perdeu, mané”, o que gerou forte reação entre apoiadores do ex-presidente. A expressão foi amplamente compartilhada nas redes sociais por políticos e influenciadores alinhados ao ex-presidente. (Com informações da colunista Bela Megale, do jornal O Globo)

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