Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 15 de março de 2016
O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse nessa segunda-feira que o impeachment deve ser “exceção da exceção”, e que não se pode querer consertar a economia com a retirada da presidenta Dilma Rousseff. Para ele, um eventual impedimento “paralisaria” o Brasil pelo resto do ano.
Wagner afirmou que o sistema político todo está viciado. Nesse contexto, “o bom e o ruim acabam no ralo”. O ministro disse estar preocupado com a negação da política nas manifestações, o que chamou de um viés autoritário. Wagner declarou ainda que o governo tem “seguramente” maioria para barrar o impeachment na Câmara dos Deputados”, declarou o ministro, para quem a oposição conduz o tema “debaixo da mesa”.
“Não tem nenhum crime de responsabilidade atribuído à presidente Dilma Rousseff, o processo está sendo muito mais político de tentar consertar a economia com o impeachment”, disse depois. O ministro rechaçou ainda comparações com o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992. “Qual é a casa da Dinda aqui? Não tem”, disse o ministro, que afirmou desconhecer “resposta rápida ou aventura” para a crise econômica que o Brasil enfrenta atualmente.
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