Sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de julho de 2022
Proposta foi apresentada durante audiência no Senado sob alegação de que procedimento adicional ampliaria segurança no processo de votação; ideia reforça discurso de Bolsonaro que questiona urna eletrônica.
Foto: ReproduçãoAs Forças Armadas apresentaram nesta quinta-feira (14), no Senado, uma proposta de votação paralela no dia da eleição com cédulas de papel num suposto teste de confiabilidade do sistema eletrônico. A recomendação foi feita pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, durante audiência convocada pelo senador governista Eduardo Girão (Podemos-CE). A sugestão segue a linha do discurso recorrente do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, que tem colocado em dúvida a segurança do processo eleitoral, mesmo sem qualquer prova de falha ou fraude nas urnas eletrônicas.
A proposta das Forças Armadas usa como justificativa a necessidade de reforçar a transparência da votação. Segundo o ministro da Defesa, a votação adicional seria apenas um “teste de integridade” das urnas eletrônicas em 2 de outubro. Além da votação na urna eletrônica normal, os militares sugerem que seja instalada uma segunda urna para efeito de teste e ainda uma votação em cédula de papel para verificar se o que o equipamento eletrônico registrou é o mesmo que foi marcado fisicamente.
Essa votação em cédula seria feita ou por servidores da Justiça eleitoral ou mesmo por eleitores convidados no dia da eleição. Essa testagem, segundo os militares, poderia ajudar a dar mais segurança às eleições, apesar de nenhuma investigação oficial já ter detectado fraude nas urnas eletrônicas. Esse “teste” seria uma fase a mais no processo de fiscalização das eleições, como previsto no plano elaborado pela Defesa.
Os movimentos do governo, com as Forças Armadas atuando mais fortemente a partir de questionamentos ao TSE, fazem parte de estratégia adotada por Bolsonaro de colocar em dúvida a confiança nas urnas. O principal adversário do presidente, o petista Luiz Inácio Lula da Silva, tem aparecido como líder nas pesquisas de intenção de voto, com chance de vitória ainda no primeiro turno.
Na audiência no Senado, o chefe da equipe das Forças Armadas no grupo de Fiscalização do Processo Eleitoral, coronel do Exército Marcelo Nogueira de Sousa, disse que os militares estudaram os sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e detectaram uma série de possíveis ameaças. Segundo ele, a equipe ainda não conseguiu concluir que tais riscos podem ser neutralizados. Sousa coordena o plano de fiscalização das eleições da Defesa. O TSE tem garantido, no entanto, que o processo é seguro e não há provas de ameaças de falha.
O coronel propôs, então, o “teste de integridade na seção eleitoral”, após as lacração das urnas e dos sistemas, uma etapa a mais de verificação dos sistemas eletrônicos do que o TSE prevê atualmente, a impressão do boletim de urna e uso de pelo menos duas urnas eletrônicas, uma para a votação oficial e outra paralela destinada a testes.
“A gente propõe uma pequena alteração no que está estabelecido, sendo coerente com a resolução do TSE. Ela prevê o teste das urnas em condições normais de uso. Como seria esse teste? Urnas seriam escolhidas, só que em vez de levar para a sede do TRE, essa urna seria colocada em paralelo na seção eleitoral, onde teria eleitores com biometria. O eleitor faria sua votação e seria perguntado se ele gostaria de contribuir para testar a urna. Ao fazer isso, ele geraria um fluxo de registro na urna teste similar à urna original e, após isso, os servidores fariam votação em cédulas de papel e depois dessa votação em cédulas ela seria conferida com o boletim de urna”, sugeriu o coronel Marcelo Sousa. “Essa abordagem, pela escolha aleatória das urnas para teste, modificaria pequenos procedimentos no que está estabelecido, mas traria um grau de segurança e de certeza maior quanto em relação a possível ameaça tanto do código interno quanto de hardware.”
Ataques “internos”
Para técnicos militares, as urnas eletrônicas são pouco sujeitas a ataques externos, como invasões por hackers, mas podem sofrer ameaças internas de códigos maliciosos depositados antecipadamente na urna (hardware) ou nos programas computacionais (software) que são carregados nelas para processar a votação.
Segundo eles, o teste no dia da eleição, com uso de biometria, evitaria que um código malicioso oculto (também chamado malware), programado para operar somente dentro de determinadas condições mais próximas do ritmo de votação de uma eleição em si, escape de testes de integridade anteriores.
Uma das hipóteses é que um eleitor cooptado com interesse de fraudar o pleito acione o malware a partir da digitação de uma senha. Ou o código poderia ser instalado de forma latente em urnas reservas, que são usadas em caso de falhas de equipamentos e substituem urnas eletrônicas defeituosas. As urnas reservas não costumam passar por testagens, segundo os militares, e cerca de 10% são trocadas no dia da votação. Apesar da descrição do militar, até o momento não há registro de tentativa semelhante nas eleições, incluindo na de 2018, em que Bolsonaro foi eleito presidente.
Atualmente, os testes de integridade são feitos antes do dia da eleição, com urnas selecionadas dentro das 577 mil urnas disponíveis para a eleição geral. Elas são separadas e levadas aos Tribunais Regionais Eleitorais para simular votações com servidores da Justiça Eleitoral. Os funcionários votam em cédulas (votação paralela) de papel e depois numa urna eletrônica, com tudo gravado por câmeras, e os resultados são checados, entre cédula e o boletim de urna. Para os militares, esse formato é insuficiente.
Protagonismo
A audiência no Senado serviu de palco para parlamentares governistas insistirem no discurso de colocar em suspeição a segurança do processo de votação. Senadores e deputados que apoiam o governo pediram para falar no evento em que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin, fora convidado, mas não compareceu.
A única participação dissonante acabou sendo do representante da Transparência Internacional no Brasil, Michael Mohallem. Ele reforçou que, para a entidade, o sistema brasileiro de votação é seguro e criticou a pretensão das Forças Armadas de passarem a ser protagonistas no debate sobre o tema. “As Forças Armadas têm inúmeras atribuições de importância e grandeza para o País. Entre suas competências não há a de ser protagonista de reformas eleitorais, muito menos de revisoras da eleição. Se houver pretensão de se tornar um ator institucional com papel complementar de revisor do processo eleitoral seria uma iniciativa claramente inconstitucional”, declarou.
Em resposta, o ministro da Defesa disse que os militares não querem ser protagonistas, mas que entraram a fundo no tema porque foram convidados pelo TSE. “Nós, quando somos chamados a alguma missão, a dedicação é exclusiva, a gente vai fundo”, disse, acrescentando: “Não queremos protagonismo. Jamais seremos revisores de eleições. Tudo que a gente tem feito é seguido as resoluções do TSE. Talvez pela tradição, pela história que as Forças Armadas têm, pelo fato de terem se engajado mais fortemente nesse convite, talvez dê a impressão de que somos protagonistas. O protagonista é o TSE, é o povo, é a transparência e a segurança que a gente quer”.
TCU conclui que urna eletrônica é segura
Uma auditoria do Tribunal de Contas de União (TCU) sobre mecanismos do TSE para proteger as eleições de “processos críticos”, como incidentes graves, falhas e desastres no sistema de votações, concluiu que até o momento não existem “riscos relevantes”, no âmbito da Justiça Eleitoral, à realização do pleito marcado para outubro. A constatação é resultado de uma terceira rodada da auditoria realizada pela Corte de Contas para avaliar segurança, confiabilidade, transparência e auditabilidade do sistema de votação eletrônica. As duas primeiras etapas também descartaram riscos, apesar de terem gerado recomendações pontuais ao TSE.
Ao final da audiência, o ministro da Defesa disse que precisava esclarecer sua proposta de teste no sistema de votação. Ele negou que cogite implantar o voto impresso em todas as sessões. E esclareceu que propôs um teste de confiabilidade nas urnas eletrônicas que se adotado, segundo ele, “seria dez!”. As expressões voto em cédula e “votação paralela” estão registradas na apresentação feita pelas Forças Armadas na audiência do Senado.
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Quando esse desocupados, vão parar de encher o saco??
Tolice é deixar o STE fraudar ás eleiçoes , se são seguras qual o medo petista.
Seria uma grande tolice fazer uma votação paralela isso é inaceitavel pois isso seria a senha que o atual governo quer e precisa para tumultuar o pleito eleitoral, uma que ele mesmo o próprio governo que esta ai vai fazer sua tropa e seguidores votar na urna eletrónica um voto e na urna de papel outro voto diferente, para depois tumultuar o sistema eleitoral e dizer de a urna eletrónica faz votos diferentes dos votos no papel. acorda meu povo.Nem Lula nem Bolsonaro
Idiota acho que é você, se as urnas são tão seguras assim, porque o medo do voto impresso????? A resposta é que o STE quer fraudar ás eleições, e isso sim vai dar problemas para a petesada e os corruptos do STF e STE
Militar??? Issi é militar??Golpista apoiado pelo mito…sem dúvida alguma. Saudosista do golpe de 64.
Jamais imaginei vivenciar tamanha idiotice envolvendo militares brasileiros. Regredimos como Nação e não existem perspetivas saneadoras em nosso horizonte. Do jeito que a coisa vai, só um milagre.
Mentiroso é o “descondenado”, enganador de acéfalos. Se informe dos fatos antes de acusar alguém do que ele é!
Isto, MINTA, vai que alguém acredite.
O sistema parecia seguro até ser invadido por um hacker que ficou muito tempo lá dentro…
E depois, ao arrepio da lei e da Constituição, soltaram os piores bandidos desta nação: os criminosos de colarinho branco, condenados e recondenados, para que eles pudessem se eleger e “voltar à cena do crime”.
Você fala isso, porque é covarde e se esconde, típico de petista!!!
A milicada estúpida e corrupta está acesa como munca, com medo de perder todas as verbas que entram em seus bolsos roubada de outros ministérios, em especial, o da Educação…
Esta com medo, vai para baixo da cama e chora!!!
AGORA SIM FIQUEI COM MEDO, AS FORÇAS ARMADAS TEM UM LADO, E ESSE LADO SE CHAMA BOLSONARO, IMAGINA OS BOLSONARISTAS NA URNA VOTAM 13 LULA, E NA CÉDULA DE PAPEL VOTAM 22 BOLSONARO, NA HORA DA CONTAGEM A DIFERENÇA APARECE, E O MITO PEDINDO IMPUGNAÇÃO, E GRITANDO QUE ELE ESTAVA CERTO, QUE AS URNAS NÃO SÃO CONFIAVÉIS
Parbéns ministro, a vontade dos brasileiros tem que ser executada, uma eleição não pode ser conduzida por bandidos e corruptos, que todos sabemos suas fichas corridas e suas intensões, porque o medo do voto impresso????? Se as urnas são tão seguras assim, o resultado eletrônico tem que fechar com o do papel impresso, e vai impedir que o perdedor conteste os resultados, mas se o TSE uqer o contrário, isso tem nome FRAUDE!!!
O povo é o protagonista, às Forças Armadas nossa segurança, e o STE o bandido que quer fraudar às eleições, ele é protagonistas e representante de corruptos e bandidos, mas não do povo!!
Ou “Preparando o Golpe”. O negócio é tumultuar. Quando se elegeu não questionou nada. Agora que vê que não está andando como pensava, PREPARA O GOLPE. Porquê não questionou quando foi eleito? Hã? Para mim, alguma potência estrangeira quer continuar levando a troco de banana nossas riquezas e precisa dos cúmplices.
O robô Tecladista Flc está a mil hoje. Aumento?
Ministro da defesa, nem isso ele faz agora vem se meter aonde nao a necessidade, vai cuidar do teu cargo intruso!!