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Política Ministro da Economia diz que “empurrar custo” para gerações futuras é “o caminho da miséria, da Venezuela e da Argentina”

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Guedes disse que só deixará o cargo se Bolsonaro perder a confiança nele

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Guedes voltou a destacar a importância da vacinação em massa contra o coronavírus. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (02) que a tentativa de “empurrar custo” para gerações futuras é “o caminho da miséria, da Venezuela e da Argentina”.

Ele deu a declaração ao defender a adoção de contrapartidas para novos gastos governamentais. Guedes também defendeu a aprovação da proposta de emenda à Constituição conhecida como PEC Emergencial.

A equipe econômica vê a aprovação da PEC Emergencial como uma maneira de viabilizar os pagamentos de uma nova rodada do auxílio emergencial. A PEC cria uma série de dispositivos que buscam evitar o desequilíbrio fiscal e que devem ser acionados sempre que os gastos públicos ultrapassarem determinados limites.

Desde o início deste ano, governo e Congresso discutem maneiras de criar algum tipo de compensação nas contas públicas para os gastos com o auxílio. Para Guedes, a conta não pode ser postergada em forma de dívida pública.

“Tentar empurrar o custo para outras gerações, juros começam a subir, acaba o crescimento econômico, endividamento em bola de neve, confiança de investidores desaparece. É o caminho da miséria, da Venezuela, da Argentina”, declarou o ministro.

O presidente Jair Bolsonaro disse, na semana passada, que o novo auxílio emergencial deve ser de quatro parcelas de R$ 250. O objetivo é ajudar trabalhadores informais afetados economicamente pela pandemia de Covid-19.

Permanência no governo

O ministro afirmou que só deixará o cargo se Bolsonaro perder a confiança nele. “Se eu tiver conseguindo ajudar o Brasil, fazendo as coisas que eu acredito, eu devo continuar, a ofensa não me tira daqui, o medo, o combate, o vento, a chuva, isso não me tira daqui de jeito nenhum. O que me tira daqui é a perda da confiança do presidente, ir para o caminho errado”, disse em entrevista ao podcast Primocast.

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