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Economia Ministro da Fazenda descarta risco de recessão no Brasil e atribui retração do PIB a juros altos

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Ministro voltou a defender harmonia entre Fazenda e Banco Central

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Ministro voltou a defender harmonia entre Fazenda e Banco Central. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

A retração do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no País) verificada no quarto trimestre do ano passado reflete a desaceleração da economia provocada pelos juros altos, disse nesta quinta-feira (02) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Apesar do encolhimento do indicador no fim de 2022, o ministro descartou o risco de recessão para este ano.

“Não estamos trabalhando com perspectiva de recessão”, disse Haddad, ao chegar ao Ministério da Fazenda após participar da cerimônia de lançamento do novo Bolsa Família, no Palácio do Planalto. Uma economia entra em recessão técnica quando registra dois trimestres seguidos de resultados negativos.

Ele comentou o resultado do PIB de 2022, divulgado mais cedo pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Embora a economia tenha crescido 2,9% no ano passado, houve uma retração de 0,2% no quarto trimestre.

“Todo o desafio do Ministério da Fazenda, da área econômica, é reverter esse quadro e promover uma curva ascendente do crescimento do PIB. Neste momento, ela está descendente”, disse o ministro.

Para o ministro Fernando Haddad, a economia está perdendo força por causa das altas dos juros promovidas pelo BC (Banco Central). Embora a taxa Selic (juros básicos da economia) tenha parado de subir em agosto do ano passado, está no nível mais alto desde o início de 2017 e os efeitos de um aperto monetário, no Brasil, levam de seis a nove meses para serem sentidos na economia.

Segundo Haddad, as elevações dos juros foram influenciadas por medidas fiscais adotadas pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por isso, o ministro considera o crescimento de 2,9% do PIB no ano passado como “em linha com o esperado”.

Harmonização

O ministro voltou a destacar a importância de “harmonizar” as políticas monetária e fiscal, para que a população mais vulnerável seja poupada da desaceleração da economia. “Temos a oportunidade de resolver o quadro neste ano, sem prejudicar a população de menor renda”, disse.

Conforme declarações recentes de Haddad, a harmonização ocorreria da seguinte forma. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento tomam medidas para elevar a arrecadação. Em troca, o BC anuncia a possibilidade de começar a reduzir a Selic nos próximos meses. O envio do novo marco fiscal e da reforma tributária ao Congresso também ajudariam nessa missão.

Sobre a política de preços para os combustíveis, o ministro da Fazenda disse que o tema está sendo tratado pelo Ministério de Minas e Energia, mas que a ideia seria encontrar um meio-termo entre a cotação internacional do petróleo e o preço na bomba. “Pretendemos encontrar alternativas para que não pese no bolso do consumidor as eventuais variações de preço internacional, que penalizaram muito o consumidor no último governo”, explicou.

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8 Comentários
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Adroaldo Mousquer
2 de março de 2023 20:07

Futurologia. Como são inteligentes, prevêem tudo. Se der errado, NINGUÉM lembra.

Fernando Krause
2 de março de 2023 21:41

Errado, poste! A economia desacelerou porque um mentiroso vigarista voltou ao poder para destruir o que não conseguiu nas outras vezes em que o lulopetismo governou esta nação.

Santos Santos
2 de março de 2023 23:16

Tu deve ser um desocupado..tá sempre dando o ar da graça

Vanderlei Ochoa
2 de março de 2023 22:13

Brasil acima de tudo , LEI ACIMA DE TODOS.

Nilton G Veiga
3 de março de 2023 01:03

A retração da economia nada tem a ver com os juros altos até porque os resultados em 2022 foram positivos mas tem a ver com a chegada do ladrão ao poder.
Deixa de ser enrolador e futurólogo o sr. projeto de economista fracassado.

Valmir Endruweit
3 de março de 2023 11:01

O POSTE está perdidinho, comandado por um analfabeto, ex presidiário, estamos ferrados!

Ingo Schulze
3 de março de 2023 14:50

Redução do PIB é redução do consumo e do investimento e é consequência um conjunto de fatores (causas). A incerteza quanto ao comportamento da economia reduz o interesse do investidor nacional e estrangeiro. Nas contas públicas o saldo primário ainda é insuficiente para juros e amortização da dívida pública fazendo com que a SELIC tenha um percentual elevado para manter o nível de captação, resultando em menos recursos privados no investimento produtivo (aumento da oferta freiaria os preços). O comportamento do PIB é influenciado pela inflação devido ao aumento do valor dos itens (internos e …See more

Erly Carlos Brock
3 de março de 2023 17:36

o pato faz a festa e o galo que leva a culpa……

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