Sexta-feira, 02 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Ministro da Fazenda defende Marcio Pochmann no comando do IBGE

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira, 28, achar exageradas as reações à indicação do economista e professor da Unicamp, Marcio Pochmann, para a presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Sinceramente, eu penso que está um pouco exagerada a reação. É um professor universitário, em uma universidade pública, uma das melhores do País. Pode-se discordar da pessoa, não tem problema nenhum, mas dentro de uma democracia a gente convive com pessoas que pensam diferente no Congresso, na Câmara, no Judiciário e no Executivo também”, afirmou.

De acordo com Haddad, o governo é “amplo”, tem pessoas com pensamentos diversos e que estão se entendendo. “Eu tenho certeza de que vai dar muito certo. O Marcio é uma pessoa muito educada e vai interagir muito bem com a ministra Simone Tebet. Eu não tenho a menor dúvida disso. É uma pessoa muito cordial e não vejo razão para esse tipo de posicionamento agressivo”, afirmou.

Segundo o ministro, “à luz das pessoas que ocuparam cargos no governo passado, eu não vi nada acontecer desse tipo”.

“Por que essa agressividade? Olha o governo Bolsonaro; era de arrepiar os cabelos e ninguém falava nada! É um professor da Unicamp. Está exagerado e isso não é bom para o Brasil”, queixou-se Haddad.

Decisão de Lula

Pochmann foi uma escolha pessoal de Lula com o apoio da ala mais à esquerda do PT, como a presidente do partido, Gleisi Hoffmann. A sigla tem um pacote de nomeações que envolvem indicar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o cargo de diretor-executivo da Vale e, ainda, mexer na diretoria da Petrobras. Os pedidos, porém, não necessariamente serão atendidos.

A decisão de Lula sobre Pochmann estava tomada há semanas e vinha sendo articulada com Tebet pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O problema, assim, nunca foi emplacar Pochmann no cargo, até porque se trata de uma decisão do presidente, mas, sim, a condução do processo.

Currículo

Amplamente criticado por economistas e políticos pela indicação, Pochmann já escreveu livros e artigos, ganhou prêmios e ocupou alguns cargos públicos, além de tentar a vida política algumas vezes, sem sucesso.

Pochmann fez pós-graduação em Ciências Políticas pela Associação de Ensino Superior do Distrito Federal e, em 1993, concluiu doutorado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Passou a lecionar na instituição em 1989, onde também foi pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho do Instituto de Economia.

Mesmo após se aposentar em 2020, ele continuou na Unicamp como professor colaborador.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Colapso de corrente marítima no Oceano Atlântico pode ocorrer em breve
Saiba por que casos de infarto em jovens têm aumentado
Pode te interessar