Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de dezembro de 2015
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu, em uma conversa com representantes da CMO (Comissão Mista de Orçamento), que poderá deixar o governo caso seja a aprovada a proposta, defendida por uma ala do governo federal, de reduzir a zero a meta de superávit primário para o próximo ano, fixada por ele em 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto).
“Se zerar o superávit, estou fora”, disse Levy aos presentes no encontro, realizado no Ministério da Fazenda.
A eventual mudança na meta de economia que o País pretende fazer em 2016 para pagar os juros da dívida pública é um dos pilares da gestão de Levy. A previsão do superávit de 0,7% do PIB consta do projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que pode ir à votação a partir do dia 15 deste mês, quando haverá sessão plenária do Congresso Nacional.
O líder do governo na CMO, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), garantiu que apresentará uma emenda para ser votada em plenário a fim de contemplar a chamada “meta zero”.
O petista disse que, se for aceita, essa alteração – na parte da União referente ao superávit (0,55% do PIB) – permitirá a liberação de 34 bilhões de reais em recursos.
Desse total, 24 bilhões de reais serviriam para bancar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os outros 10 bilhões de reais restantes para impedir um eventual corte nesse valor do Bolsa Família. (AE)
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