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Economia Ministro da Fazenda diz que suspensão das tarifas de Trump é favorável ao Brasil

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O ministro destacou que o Brasil se comportou "diplomaticamente da maneira mais correta"

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro destacou que o Brasil se comportou "diplomaticamente da maneira mais correta".(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avalia que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de suspender a aplicação de tarifas recíprocas globais pelo governo de Donald Trump terá efeito favorável para o Brasil.

“O efeito imediato, evidentemente, é favorável aos países que foram sancionados”, afirmou Haddad, que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem à Índia. O ministro destacou que, desde o início do tarifaço americano, o Brasil se comportou “diplomaticamente da maneira mais correta”:

“Acreditou no diálogo, acreditou na disputa pelos canais competentes. Na contestação pelos canais competentes. Tanto na OMC quanto no judiciário americano. Estabeleceu uma relação diplomática, uma conversa direta para falar de temas relevantes”, explicou.

“Então, o Brasil, do ponto de vista da sua relação bilateral, ele agiu de uma forma impecável. Essa é a verdade”, prosseguiu.

Na manhã desta sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegal as amplas tarifas globais do presidente Donald Trump, enfraquecendo sua principal política econômica e impondo sua maior derrota jurídica desde que retornou à Casa Branca.

Por 6 votos a 3, a corte afirmou que Trump excedeu sua autoridade ao invocar uma lei federal de poderes emergenciais (IEEPA, na sigla em inglês) para impor suas tarifas “recíprocas” em todo o mundo, bem como taxas de importação direcionadas que, segundo alegou o governo americano, visavam combater o tráfico de fentanil.

No caso do Brasil, a tarifa “recíproca aplicada” por Trump em abril foi de 10%, sobre todos os produtos da pauta de exportações brasileira. Depois, no fim de julho, Trump aplicou uma sobretaxa de 40% ao país, mas sem justificativa comercial, sob o pretexto de que as autoridades judiciais brasileiras estavam interferindo na liberdade de expressão de seus cidadãos e perseguindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Não está claro ainda se essas tarifas de 40% são abarcadas, ainda que indiretamente, pela decisão da Suprema Corte americana. Desde julho, porém, vários setores que estão entre os principais exportadores para os EUA — aviação, alguns cortes de carnes, suco de laranja, entre outros — foram excluídos dessa sobretaxa.

O Brasil sofre ainda uma tarifa setorial entre 40% e 50% aplicada pelos EUA ao aço e a outros produtos siderúrgicos vendidos por todos os seus principais parceiros comerciais.

A derrota de Trump na Suprema Corte ocorre às vésperas de um encontro entre Lula e o presidente americano, previsto para ocorrer em março. (Com informações do jornal O Globo)

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