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Brasil Governo fecha Esplanada dos Ministérios e autoriza emprego da Força Nacional até esta segunda

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Medida tem validade até pelo menos segunda-feira. (Foto: Arquivo/MJ)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, autorizou neste sábado (7) o emprego da Força Nacional para garantir a ordem e a proteção do patrimônio na Esplanada dos Ministérios e em outras áreas de Brasília. Válida até segunda-feira, a medida é motivada pela chegada de caravanas de apoio a protestos antidemocráticos na cidade, com risco de repetição de episódios de baderna e vandalismo protagonizados por bolsonaristas em 12 de dezembro.

“São grupos pequenos mas extremistas, que não vão mandar no Brasil. Estamos acompanhando com atenção manteremos a sociedade informada”, declarou o titular da pasta em entrevista à imprensa. O tom do discurso contrasta com o da semana passada, quando Dino se disse confiante em uma retirada pacífica e espotânea dos acampados em frente ao Quartel-General do Exército, no Setor Militar Urbano.

Dino tem tratado o assunto em conversas com o governo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Os diretores-gerais da Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) também foram acionados.

Esse monitoramento abrange desde a estação rodoviária até a Praça dos Três Poderes, passando por pontos-chave como o Congresso Nacional e o próprio acampamento diante do QG. Mensagens trocadas por meio das redes sociais também estão no radar das autoridades.

A Esplanada dos Ministérios, aliás, teve seu acesso fechado neste sábado pelo Executivo distrital, devido a planos de manifestação no local. Além disso, foram enviadas viaturas da Polícia Militar (PM) para a região do Setor Militar Urbano.

Vale lembrar que o presidente Lula não deve estar na cidade durante a maior parte deste domingo (8). Ele está em Araraquara (SP) desde i sábado, onde visita áreas afetadas por temporais.

Inconformidade

Grupos bolsonaristas têm ocupado áreas no entorno de quartéis em diversas metrópoles do País desde o resultado do segundo turno da eleição presidencial, no dia 30 de outubro. Inconformados com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva e alegando “fraude nas urnas” (acusação sem qualquer fundamento), eles também bloquearam rodovias e ruas, dentre outras ilegalidades.

Em dezembro, extremistas acampados em frente à sede do Exército atearam fogo a ônibus e tentaram invadir a sede da Polícia Federal. Na mesma época foram encontrados materiais explosivos em dois locais de Brasília – um dos artefatos foi colocado próximo ao aeroporto de Brasília por um empresário ligado a manifestantes pró-Bolsonaro.

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