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Política Ministro do Gabinete de Segurança Institucional recém-empossado entra em atrito com o governo em pontos estratégicos

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General da reserva Marcos Amaro assumiu posições contrárias a de integrantes da cúpula do governo

Foto: Foto: Ricardo Stuckert/Secom
General da reserva Marcos Amaro assumiu posições contrárias a de integrantes da cúpula do governo (Foto: Ricardo Stuckert/Secom)

Menos de uma semana após tomar posse como chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general da reserva Marcos Amaro assumiu posições contrárias a de integrantes da cúpula do governo em assuntos estratégicos. 

Ele teceu críticas à proposta de emenda à Constituição (PEC) articulada pelo ministro José Múcio (Defesa) que obriga militares a se desligarem das Forças Armadas ou saírem da ativa para disputar eleições e assumir ministério. Além disso, ele afirmou que o GSI voltará a cuidar da segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desagradando a direção da Polícia Federal.

Na segunda-feira, Múcio voltou a defender a separação entre militares e política. Ele afirmou que integrantes das Forças Armadas podem participar do jogo eleitoral, desde que não retornem aos seus postos na caserna.

 A Constituição estabelece que, se o militar tiver mais de dez anos de serviço e for eleito, é automaticamente transferido para a reserva remunerada no ato da diplomação.

Membros do Exército, da Marinha e Aeronáutica podem se afastar de suas atividades para disputar cargos eletivos e voltar ao fim do processo eleitoral.

“Quando vai para a política, você começa com proselitismo da candidatura e das ideias. Quando perde a eleição, você volta com isso aos quartéis e começa a criar grupos políticos e perde o foco principal das Forças Armadas. Acho que, se quer ir para a política, vá. Mas se for, fica lá”, afirmou o ministro.

A declaração foi dada no mesmo dia em que o novo ministro do GSI, em entrevista, afirmou não considerar adequada uma mudança na Constituição para obrigar militares a deixarem as Forças Armadas ou migrarem automaticamente para a reserva se pretenderem disputar cargos eletivos ou assumir ministérios no governo.

“Isso vai valer para outras carreiras de Estado? Se valer, eu concordo plenamente”, afirmou Amaro, ressaltando que essa é uma opinião pessoal e que não falava como chefe do GSI.

Com a PEC, Múcio quer enterrar a possibilidade de alteração do artigo 142 da Constituição. Parlamentares do PT tentam mudar a redação do trecho que diz que militares, “sob a autoridade suprema do presidente”, devem garantir a “defesa da pátria” e “dos Poderes constitucionais”. O governo teme abrir nova crise com a caserna se alterar esse trecho.

Na interpretação de simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro esse artigo permite às Forças Armadas atuarem como poder moderador, o que afronta a Constituição.

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Fernando Krause
10 de maio de 2023 12:47

Fogo amigo ???

João Fernando Zacher
10 de maio de 2023 14:53

Caro General… Para trabalhar com esse mafioso tem que abrir mão
de seu CARÁTER. Só ele que manda no país inteiro. Compra desde juízes do S.T.F. até adversários políticos. Inclusive um colocou um como seu “vice”.
O encantador maldito, rei das sombras detona com o caráter bom de qualquer pessoa fraca e desajuizada como todos que estão agora à sua volta.
Você vai ter que escolher entre o bem e o MAL. A luz ou a escuridão.
Eu se fosse o senhor saia fora desse bonde que está ganhando velocidade ladeira abaixo… Família e princípios em primeiro lugar.

Luciano Santos
10 de maio de 2023 19:17

Abre o olho General, o atual GSI é uma tremenda barca furada.

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