Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de maio de 2016
O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) César Asfor Rocha negou ter sido procurado para tratar de assuntos relativos à Operação Lava-Jato, conforme sugerido em áudio da conversa gravada entre o ex-presidente da República José Sarney e o ex-presidente da Transpetro (subsidiária da Petrobras) Sérgio Machado.
No diálogo, divulgado pela imprensa na quinta-feira, Sarney e Machado conversam sobre a possibilidade de influenciar o ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), para evitar que o caso de Machado fosse remetido à primeira instância em Curitiba (PR), a cargo do juiz federal Sérgio Moro.
O nome de Rocha é mencionado como o de alguém capaz de intermediar contato com Zavascki, definido pelos interlocutores do áudio como um magistrado de personalidade “muito fechada”.
Comunicado
A negativa de Rocha foi reiterada por meio de uma nota oficial, divulgada nessa sexta-feira. “Eu rejeito, com a mesma veemência, ter conversado sobre o tema com qualquer ministro do Supremo Tribunal Federal ou com qualquer outro magistrado”, ressalta o texto do integrante do STJ. “Por fim, eu repudio as ilações injuriosas, extraídas de forma precipitada, a partir de uma simples menção ao meu nome em conversas de terceiros.”
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