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Política Ministro do Supremo Dias Toffoli se declara suspeito e não participa de julgamento sobre prisão do ex-presidente do Banco de Brasília

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Com a decisão de Dias Toffoli, o julgamento será conduzido por quatro ministros. (Foto: Luiz Silveira/STF)

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para votar no julgamento que avalia a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). O caso está em análise no plenário virtual da Corte até esta sexta-feira (24) e tramita na Segunda Turma.

Além de Paulo Henrique Costa, também está sendo avaliada a manutenção da prisão preventiva do advogado Daniel Monteiro. Com a decisão de Dias Toffoli, o julgamento será conduzido por quatro ministros. Se ocorrer empate, a tendência é que o voto mais favorável ao réu prevaleça. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram para manter as detenções. Faltam ainda os votos de Gilmar Mendes e Nunes Marques.

Toffoli era o relator do processo, que apura as fraudes do Banco Master e as relações com o BRB e políticos envolvidos em um suposto esquema de lavagem de dinheiro e outros crimes. No entanto, ele deixou o caso após a empresa na qual ele é sócio ser apontada como o destino de pagamentos efetuados pelo Master, banco de Daniel Vorcaro.

A operação

A investigação revelou a existência de um esquema estruturado para viabilizar a cessão de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito fictícias do Master ao BRB. De acordo com as investigações da Polícia Federal, o esquema consistia em uma verdadeira “linha de produção” de ativos sem lastro, em que os documentos eram produzidos em larga escala, com o uso de planilhas, contratos antedatados e procurações assinadas por funcionários do banco em vez dos supostos tomadores de crédito.

Apesar de alertas internos emitidos por pareceres jurídicos e pela Diretoria de Riscos desde abril de 2025, Costa teria acelerado deliberadamente as aquisições desses ativos para garantir liquidez ao Master, ignorando os controles prudenciais da instituição pública que presidia.

Em contrapartida ao favorecimento institucional, as investigações detalham um ajuste de propina estimado em R$ 146,5 milhões destinados ao ex-presidente do banco brasiliense. Esse montante seria pago por meio de seis imóveis de altíssimo padrão em São Paulo e em Brasília, cujos pagamentos já rastreados superam R$ 74,6 milhões.

Já o papel de Monteiro é descrito como central e estruturante. Ele teria montado uma malha societária composta por empresas de fachada e fundos de investimento geridos pela Reag para blindar a titularidade real dos bens de Costa. As informações são do jornal Correio Braziliense.

 

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