Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 20 de abril de 2016
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki afirmou que ainda não tem uma data para levar ao plenário da Corte o pedido de afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do comando da Casa ou mesmo do mandato. “Estou analisando”, frisou o magistrado, responsável pela relatoria da Operação Lava-Jato no Supremo.
O pedido foi feito há quatro meses pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas a ideia de afastar o presidente de outro Poder enfrenta resistência dos ministros e acabou deixada de lado pela Corte.
Após a votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara, porém, a tendência é de que o STF redefina a sua atuação em relação ao afastamento do peemedebista.
Para os governistas, a inércia da Corte em relação a Cunha, responsável por conduzir o impeachment na Câmara, foi crucial para a aprovação do processo no Plenário, no domingo.
Fragilidade
Uma das dificuldades para a apreciação do pedido de Janot é a avaliação, em mais de um gabinete do STF, de que a peça apresentada pelo procurador-geral é frágil, apesar de listar 11 práticas de “crimes de natureza grave”, como organização criminosa e tentativa de obstrução de investigações criminais.
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