Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de maio de 2021
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) terá acesso às mensagens trocadas entre procuradores e o ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba Sérgio Moro que estão em poder da Operação Spoofing.
A decisão, do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), permite que Cunha tenha acesso às mensagens que citam seu nome, atendendo parcialmente o pedido de sua defesa.
Para Lewandowski, os documentos pedidos por Cunha podem ser úteis para o exercício de ampla defesa do ex-deputado, mas só poderão ser feitas cópias dos elementos de prova que não estejam sob sigilo, além da obrigatoriedade de fazer referência a Cunha.
Anteriormente, o ministro do STF havia negado o acesso de Cunha às mensagens, mas o STF se posicionou para assegurar a efetividade do direito de ampla defesa dos réus.
Dilma X Bolsonaro
O ex-presidente da Câmara dos Deputados afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é melhor do que Dilma Rousseff (PT), ex-presidente do Brasil. A declaração foi dada, nesta segunda-feira (24), no programa Poder em Foco do SBT.
“A Dilma teve um PIB igual teve o governo Bolsonaro com a pandemia, ou seja, para ser igual a Dilma, só uma pandemia. Ambos tiveram o mesmo resultado de PIB. Então se mostra que melhor presidente que a Dilma ele é”, disse o ex-deputado federal.
No mês passado, Cunha teve prisão revogada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A decisão diz respeito à prisão preventiva que havia sido decretada pela 13ª Vara Federal de Curitiba, onde estava lotado o então juiz Sérgio Moro, no âmbito da operação Benin.
O ex-deputado foi condenado pelo ex-juiz por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Cunha teria recebido, em 2011, US$ 1,5 milhão por pagamentos ligados à compra do bloco 4 em Benin.
Ao SBT, o ex-deputado ainda disse que acredita na possibilidade de Bolsonaro chegar ao segundo turno das eleições de 2022, mesmo com a menor marca da popularidade de seu governo.
“Não sei se o Bolsonaro vai recuperar a popularidade, mas mesmo que continue no nível de popularidade que está é o suficiente para ele chegar ao segundo turno das eleições do ano que vem”, completou.
Uma pesquisa eleitoral Datafolha mostrou que o ex-presidente Lula é o favorito para a eleição presidencial de 2022. Segundo o levantamento, o petista aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno. Jair Bolsonaro (sem partido), em seguro lugar, tem 23%.
Eleições
Sobre as eleições de 2022, Cunha disse acreditar que não existe a possibilidade do MDB se juntar ao PT. Para ele, “uma parte vai estar com Lula e outra vai estar com Bolsonaro”.
Além disso, Cunha disse achar “inviável que tenha uma 3ª via” forte nas eleições de 2022. “Todo mundo que tentou ser 3ª via não se deu bem. Um terço eleitoral é do PT e outro terço do Bolsonaro, e um terço de votos brancos e nulos”.
Na semana passada, os ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se encontraram para um almoço. O encontro, no entanto, contrariou políticos que tentam viabilizar uma “terceira via” contra Bolsonaro na eleição de 2022.
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