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Brasil Ministro do Tribunal Superior do Trabalho anuncia acordo entre Petrobras e trabalhadores para por fim à greve

O ministro Ives Gandra Martins Filho mediou audiência de conciliação entre a empresa e os trabalhadores.

Foto: Fellipe Sampaio/TST/Arquivo
O ministro Ives Gandra Martins Filho mediou audiência de conciliação entre a empresa e os trabalhadores. (Foto: Fellipe Sampaio/TST/Arquivo)

O ministro Ives Gandra Martins Filho, do TST (Tribunal Superior do Trabalho), informou nesta sexta-feira (21) que a Petrobras e os trabalhadores chegaram a um acordo para por fim à greve da categoria. A paralisação durou 20 dias.

O acordo prevê: metade dos dias parados será descontada; a outra metade dos dias terá de ser compensada; a multa aplicada aos sindicatos foi reduzida de R$ 58,5 milhões para R$ 2,47 milhões; a Petrobras vai suspender a aplicação da nova tabela de turnos, que passará a ser feita pelos trabalhadores; na próxima quinta (27) haverá uma reunião para discutir as demissões na Ansa (Araucária Nitrogenados), subsidiária da Petrobras.

O ministro deu as informações após mediar uma audiência de conciliação entre a empresa e os trabalhadores, em Brasília.

“Conseguimos resolver a questão da tabela de turnos, conseguimos resolver também, de certa forma, a questão de dias parados e a questão das multas e agora ficou para quinta-feira que vem uma mesa de negociação em relação a questão da Ansa”, disse o ministro.

A paralisação da categoria começou em 1º de fevereiro. Os trabalhadores da Petrobras pedem a suspensão das demissões na Ansa. Segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros), as demissões afetaram mais de mil famílias.

A Petrobras já anunciou a “hibernação” da fábrica, isto é, a interrupção da produção no local. De acordo com a estatal, a fábrica tem apresentado recorrentes prejuízos desde que foi adquirida, em 2013.

“De janeiro a setembro de 2019, a empresa gerou um prejuízo de cerca de R$ 250 milhões e a projeção para 2020 é de prejuízo superior a R$ 400 milhões”, informou a Petrobras em janeiro deste ano, ao anunciar a decisão.

Conforme Ives Gandra, o fechamento da empresa dificilmente será revertido, mas na reunião do dia 27 serão discutidas eventuais vantagens para os trabalhadores demitidos e o reaproveitamento de trabalhadores pela Petrobras.

“A expectativa é nós conseguirmos dar um encaminhamento que satisfaça trabalhadores, que resolva o problema da empresa, mas, agora, dificilmente poderemos reverter a questão da empresa voltar a funcionar porque ela está realmente desativada. O que estou me propondo a fazer é negociar o que é possível em termos de vantagem para os trabalhadores e eventual aproveitamento de algum trabalhar pela empresa”, explicou o ministro.

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